Sexta-feira, 12 de junho. O dia de maior afluência da edição chegou com os bilhetes esgotados e o Parque da Cidade a rebentar pelas costuras. Annahstasia abriu o Palco ZYN com a sua pop alternativa e deu o mote para uma tarde que foi ganhando intensidade à medida que o sol começou a baixar.
Baxter Dury ocupou o Palco Estrella Damm com as posturas e gestos característicos que fazem dele uma presença inconfundível e, já com a tarde mais avançada, Gisela João encheu o Palco ZYN com o seu vozeirão num set que celebrou o empoderamento feminino com a força que só ela consegue. Mari Froes completou a sequência no Palco Primavera com uma mistura de pop e MPB que trouxe os ritmos quentes do Brasil para animar uma tarde que já ia alta de temperatura.
Foi com a noite a instalar-se que o festival mostrou a sua melhor forma. Os Slowdive transformaram o Palco Estrella Damm numa experiência de imersão total, com as guitarras carregadas de reverberação de Neil Halstead, Rachel Goswell e companhia a provarem uma vez mais que há reuniões que escapam às armadilhas da nostalgia. Souvlaki e os temas mais recentes coexistiram com a naturalidade de quem nunca precisou de se reinventar para continuar relevante. Ainda com os ecos do shoegaze no ar, os Viagra Boys tomaram conta do Palco Vodafone com punk satírico, batida musculada e Sebastian Murphy a comandar um set de mosh e provocação sem filtro.
Os Gorillaz, cabeças de cartaz da noite, levaram uma multidão em romaria até ao Palco Estrella Damm, que se prolongou até ao perder de vista e onde a criatividade foi exigida para tentar espreitar a banda virtual britânica que todos sabemos ser composta por 2-D, Murdoc Niccals, Noodle e Russel Hobbs. Para fechar, os Water From Your Eyes no Palco Primavera e os Melt-Banana no Palco ZYN levaram a noite até ao limite, com o duo japonês a encerrar a sexta-feira com um ataque sónico de punk acelerado, efeitos eletrónicos e a voz ultra-rápida de Yako. O encerramento certeiro para uma noite sem tempo a perder.