No segundo dia do MEO Kalorama 2026, o Parque da Bela Vista tornou-se ponto de encontro entre diferentes gerações e geografias musicais. O hip-hop assumiu um lugar central, mas o percurso pelo cartaz passou também pela soul, R&B, pós-punk, eletrónica e música alternativa, num sábado construído mais pelo contraste e pela diversidade do que por uma única linguagem sonora.

Vince Staples trouxe a tensão do rap contemporâneo, Ravyn Lenae uma abordagem mais delicada entre soul e R&B, enquanto Dry Cleaning, chamados à última hora para substituir os Unknown Mortal Orchestra, acrescentaram ao dia a secura e o nervo do pós-punk britânico. Bruno Pernadas, Joshua Idehen e o encontro entre Criolo, Amaro e Dino ajudaram a ampliar ainda mais esse espectro, antes de Sam The Kid, acompanhado por Orquestra e Orelha Negra, protagonizar um dos momentos mais aguardados da edição.

A noite acabaria por desembocar num dos concertos mais simbólicos do festival. Ms. Lauryn Hill subiu ao palco acompanhada por Wyclef Jean, YG Marley e Zion Marley, recuperando diferentes capítulos de uma história que cruza os Fugees, a sua carreira a solo e uma linhagem familiar já projetada no presente. Mais do que uma sucessão de concertos, o segundo dia do MEO Kalorama ficou como um retrato de várias décadas e linguagens musicais a coexistirem no mesmo recinto.

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Fotos por Hugo Rodrigues
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