O encerramento do ciclo de festivais de verão na capital tem o seu epicentro no anfiteatro natural do Parque da Bela Vista, e a quinta edição do MEO Kalorama não podia ter reclamado a sua identidade de forma mais vincada logo ao primeiro dia. Sob a luz suave do final de tarde lisboeta, o regresso do festival à encosta de Chelas fez-se na ponte perfeita entre o carisma pop transgeracional de Robbie Williams (que devido a restrições impostas pelo artista não nos foi possível fotografar), o lirismo melancólico dos Interpol e a elegância vocal e intimista de MARO.
Com uma curadoria que voltou a desafiar as barreiras de género, cruzando o rock gótico e denso de Anna von Hausswolff com o neoclassicismo psicadélico de Melody’s Echo Chamber, a jornada inaugural serviu como um cartão de visita exemplar para aquilo que o festival se tornou: um espaço de comunhão onde a grande escala do entretenimento de estádio coabita, sem fricção, com a descoberta underground e a celebração comunitária.