Riffs! Ou melhor, para sermos mais rigorosos: riffs, uma vírgula, um vernáculo e dois ou três pontos de exclamação. E pronto, temos isto descrito, a melhor forma de descrever um novo discaço dos Vomitory. Limpa-se e arruma-se qualquer sujeira e desarrumação que tenha causado e, à partida, roda outra vez. E chegará, com certeza.
Até temos muitos louvores a fazer a “In Death Throes”, a novidade que os Vomitory não demoraram muito a dar-nos, já que regressaram para ficar. E, no caso deles, um dos pontos positivos que temos para lhes apontar é mesmo o de não terem mexido em nada e fazerem death metal exemplar, a fazê-lo a soar a si próprios, no seu mais brutal. Revitalizaram verdadeiramente aquela capacidade de soarem exactamente ao que o nome indica, com quanta matança, sangue e tripas isso implique. Ouvimos essa violência, ouvimos o sangue a salpicar. Em “Two and a Half Men” até ouvimos as lâminas e a chacinação, não fosse haver alguma confusão com a sitcom. E o que é que há até lhes dar com um pau, com quase tanta violência como o que para aqui se passa? Riffs, claro, lá está.
“In Death Throes” é o tipo de álbum que já se apresenta sozinho e não lhe pedimos muito. Mas, de vez em quando, somos mesmo arrebatados com a precisão com que aplicam a sua violência sonora. Quando não há um único filler e saímos da bruta e sangrenta experiência mesmo a conhecer os riffs e até mesmo uma melodia ou outra, que eles são doidos a esse ponto. Há coisas que se querem simples e é assim que cumprem. E há uns casos mais especiais que, com algo simples, conseguem um resultado tão devastador. É o caso deste álbum. E já mencionámos que isto está repleto de uns matulões de uns senhores riffs?

