Tiago Vilhena regressa com Salatrano, o seu novo disco, com edição marcada parahoje, dia 25 de setembro. O trabalho é antecipado pelo single “Mau Mau Bem Bem”, uma canção sobre sermões, infância, liberdade e autoridade, construída sobre um ritmo popular.
O disco foi gravado nos estúdios Cuca Monga com Domingos Coimbra e Manuel Palha, e misturado nos estúdios Pontiaq, do irmão Miguel Vilhena.
Em dez canções, o músico cruza o habitual folclore português com o indie das suas raízes e apresenta um conjunto de temas que agora comenta faixa a faixa.
#1 Amadores da Praça
Abre o disco em modo rock, entre o indie e o soft rock, com a guitarra ao centro e um solo que ocupa boa parte da canção. O título nasce de um poema de Ary dos Santos, referência recorrente no universo do músico.
#2 Carapau de Corrida
Uma brincadeira em registo de western, com a banda sonora de um filme de cowboys que nunca existiu.
#3 Kima de Maracujá
Escrita no regresso de uma viagem aos Açores, depois de um fascínio imediato pelas ilhas, leva no nome o refrigerante açoriano. É indie pop alternativo, com um refrão de sabor a bossa nova e samples de produção contemporânea.
#4 Mau Mau Bem Bem
O primeiro single revisita a infância, a repreensão e a autoridade, sobre um ritmo que oscila entre a kizomba e o reggaeton.
#5 Rapariga Jovem
Uma kizomba lenta, sedutora e apaixonada, construída a partir de uma história vivida cuja protagonista fica, propositadamente, por revelar.
#6 Retrato de um Pato
Um interlúdio de cerca de um minuto, escrito apenas para instrumentos de orquestra, que funciona como pausa a meio do disco.
#7 Sai à Rua
Nasce da vontade de juntar dois mundos que raramente se cruzam: o dub reggae e o fado. É uma canção de motivação, um empurrão para sair de casa e fazer acontecer, porque mexer é sempre melhor do que estar parado.
#8 Todo o Mundo
Uma canção que deixa tudo em aberto e que entrega ao ouvinte a tarefa de decidir de quem, e de quê, se fala.
#9 Vai Bater no Topo
Regresso assumido ao rock e às influências dos tempos dos Savanna.
#10 Vem Cantar Amigo
Fecha o disco como uma celebração da amizade: dá para dançar, dá para sorrir e deixa a porta aberta para voltar ao início.