Exclusive Os Cabides — Feliz e Triste Ao Mesmo Tempo

por Arte-Factos
Ano 2026
Estilos Rock
Editora Edição de Autor
“Feliz e Triste Ao Mesmo Tempo” de Exclusive Os Cabides

Depois de um ano intenso na estrada a levar o disco Coisas Estranhas ao público, os brasileiros Exclusive Os Cabides estão de regresso com Feliz e triste ao mesmo tempo. O novo EP, composto por sete temas, nasce do equilíbrio entre a experiência da digressão e o mar de Florianópolis, a cidade natal da banda.

Composto por João Paulo Pretto (voz e guitarra), Antônio dos Anjos (voz e percussão), Carolina Werutsky (bateria), Maitê Fontalva (baixo) e Eduardo Possa (guitarra), o grupo uniu-se pelo entusiasmo das viagens e pela forte vontade de voltar ao estúdio. O objetivo principal era a diversão e a criação de um conjunto de músicas mais rápidas, intensas e com uma identidade mais rock, pensadas especificamente para pôr o público a dançar.

O trabalho foi gravado no início deste ano, durante o verão, ao longo de oito dias no estúdio ouié, localizado na Praia da Armação, o mesmo local onde a banda já tinha registado os álbuns Roubaram Tudo e Coisas Estranhas. A produção ficou a cargo de Paulo Costa Franco e do guitarrista Eduardo Possa. No estúdio, entre banhos de mar e disputas pela escolha do nome do EP, o produtor focou-se em capturar o som coeso e ao vivo da base da banda (baixo, bateria e guitarra) para expressar a sua máxima energia, recorrendo a uma forte pré-produção, reamp e overdubs.

Abaixo, a banda explica, faixa a faixa, a energia e o processo por trás de cada uma das sete canções que compõem Feliz e triste ao mesmo tempo.

#1 Bicicleta

Esta música surgiu num palco aberto; eu estava todo pedrado a tocar com um baterista misterioso e comecei a cantar que tinha comido uma bicicleta. Também houve uma vez em que subi a um palco aberto e comecei a gritar/cantar: “que se lixem os ténis desportivos”, mas esse êxito não pegou. (João)

#2 Gaita em Formato de Trem

Triste e desolado em tempos pandémicos, a querer deitar cá para fora sentimentos que me faziam mal, misturados com um sonho que o João me contou ter tido, em que via um comboio em forma de gaita e as buzinas do comboio eram a parte da gaita por onde se sopra. Sonhos psicadélicos… Uma música sobre ser obrigado a abandonar algo e partir num comboio louco em forma de gaita, na esperança de encontrar sentimentos positivos. (Antônio)

#3 Gato Chinês

Escrevi esta há muito tempo. Acho que tem ali qualquer coisa de Ramones, só que mais fofinha. Tentei fazer um punkzinho melódico sobre o que estava a acontecer na minha vida na altura, mas hoje já nem me lembro bem do que se passava. (João)

#4 Espirros Infinitos

Uma crise alérgica é uma chatice, ainda para mais com gatos! São tão legais, mas não dá para mim — fico mesmo muito mal. Só ouvia Pixies nessa altura, 2020 ou 2021, por aí. Então saiu uma canção sobre a frustração de ter tanta alergia a estes pequenos felinos. (Antônio)

#5 Fazer Qualquer Coisa Hoje

Esta música é um hino antissocial com uma roupagem anos 50. Também já a tinha feito há algum tempo. (João)

#6 Castelos de Areia

Estava a tomar café com a minha mãe e, do nada, a minha irmã apareceu com um caderno antigo meu onde escrevia letras. Nessa conversa, estivemos a ver o caderno e apareceu esta música, que eu tinha esquecido por completo. Peguei na guitarra, toquei-a novamente e achei que combinava com a fase atual da banda. (João)

#7 Notlin vs. Smelectron

Nem sei por onde começar… (Antônio)


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