O indie rock dos anos 2010 mantém uma força vital impressionante, e a passagem dos Two Door Cinema Club pelo Coliseu dos Recreios, no passado dia 4 de junho, foi prova inequívoca disso. Com a mítica sala lisboeta praticamente cheia, o ambiente que se respirava era de pura eletricidade antes mesmo de o trio norte-irlandês pisar o palco. Sentia-se a urgência de uma audiência sedenta por um reencontro com a banda sonora da sua juventude.
A abrir a noite, os portugueses Hause Plants assumiram a responsabilidade de aquecer os motores. Jogando em casa, o projeto nacional apresentou-se de forma sólida e cheia de atitude, tendo sido o prólogo perfeito para o que se seguiria.
Quando os Two Door Cinema Club sobem ao palco, a euforia do público explode de forma imediata. O ponto de partida para esta digressão era ambicioso e assumidamente nostálgico: a celebração integral de “Tourist History”, o álbum de estreia lançado em 2010 que redefiniu o género. Mas o que se viu no Coliseu foi muito além de um mero exercício de recordação. Emoldurada por um cenário em palco visualmente belo e esteticamente irrepreensível, a banda entregou-se ao concerto com uma frescura impressionante.
Hinos geracionais como “Undercover Martyn”, “Something Good Can Work” e, inevitavelmente, “What You Know” transformaram o Coliseu numa pista de dança gigante.