Jazz em Agosto 2026: Joachim Kühn e Anna Webber em destaque na 42.ª edição

por Arte-Factos
Jazz em Agosto 2026: Joachim Kühn e Anna Webber em destaque na 42.ª edição

O festival Jazz em Agosto regressa para a sua 42.ª edição entre os dias 31 de julho e 9 de agosto. Este ano, o evento reafirma a sua identidade ao focar-se na atualidade criativa e original do género. Ao todo, podes contar com catorze concertos distribuídos pelo Grande Auditório, pelo Anfiteatro Ar Livre e pelo Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian.

A abertura oficial cabe a Joachim Kühn, uma figura histórica da inovação no jazz. Com 82 anos, o pianista apresenta-se num raro concerto a solo no Grande Auditório. Assim, esta é uma oportunidade única para testemunhares a energia e o estilo surpreendente de um músico que raramente aceita tocar neste formato.

Destaques nacionais e internacionais

A programação é diversificada e inclui propostas para vários públicos. No primeiro fim de semana, por exemplo, podes ouvir o duo português composto por David Maranha e Rodrigo Amado. Além disso, o quarteto nova-iorquino Canyon, que conta com Jerome Deupree (ex-Morphine), promete uma construção musical baseada na empatia.

Durante os dias úteis, o Jazz em Agosto continua a explorar diferentes estéticas. Um dos pontos altos será a presença dos Lisbon Underground Music Ensemble (LUME), dirigidos por Marco Barroso, que trazem novo repertório ao festival. Da mesma forma, a saxofonista canadiana Anna Webber apresenta-se em quinteto com o projeto Shimmer Wince, um dos mais originais da atualidade.

Se preferes sonoridades mais próximas do rock metal, os Shardik, da editora de John Zorn, trazem um discurso fragmentado e ativista ao Anfiteatro Ar Livre. Por outro lado, o grupo pan-europeu The Sleep Of Reason Produces Monsters foca-se na livre improvisação e na manipulação eletrónica.

O encerramento com o novo jazz de Los Angeles

O último fim de semana reserva momentos de grande dinamismo percussivo. Tomas Fujiwara apresenta o projeto Dream Up, que utiliza tambores Taiko e flautas japonesas. Logo depois, o Chicago Underground Duo traz um discurso contagiante que une trompete, bateria e multimédia.

Finalmente, o encerramento da edição de 2026 fica a cargo dos SML (Small-Medium-Large). Este grupo de Los Angeles, liderado pela baixista Anna Butterss, é considerado uma das grandes revelações do electrojazz. De facto, a banda propõe um novo caminho estético que recupera as direções inventadas por Miles Davis há mais de meio século.

Podes consultar toda a programação aqui.

Partilha com os teus amigos