O longa-duração de estreia dos Sadistik Warfare é um ataque tão directo à jugular, que nem temos assim tanto tempo para reagir e, com certeza, nem conseguiremos dar luta, não há de servir de muito tentar. “Raised in Violence” é um título muito revelador, e só por aí tínhamos a descrição mais completa. Este textinho até ficava já por aqui.
Mas numa de querer que não vos falte nada e a atender a necessidades, vamos olhar de perto à simplicidade deste petardo. São thrasheiros, com paixão pela velha-guarda mas até nem desgostam da violência de um bom crust? Apreciam bastante a onda teutónica do dito thrash, e até têm uma certa preferência por tipo de voz à Kreator? Têm uma cólera dentro de vocês e querem expulsá-la, na vossa língua, e dizer umas quantas à pressa a uns quantos “Aldrabões” que aí andam? No meio da thrashada, também não dispensam os clássicos do punk e até têm uns discos de Cro-Mags, FEAR ou Rebel Faction no meio dos outros de Kreator, Destruction e Slayer?
Então escusam de andar aí a vasculhar muito ou, pior, deixar que algum algoritmo manhoso vos dê o que querem e precisam (e ainda vos saca de alguma coisa rasca que nem existe), quando a estreia dos Sadistik Warfare foi feita tão à medida. Qualquer tipo de invenção fica para outra banda, que o fará bem, mas os Sadistik Warfare simplesmente recriam o que tanto os inspira e tratam-no com o respeito que não têm pelos arredores e por pescoços. “Raised in Violence” não podia ser mais simples e exactamente aquilo que vem descrito na receita do rótulo. E ainda bem, que não era aqui que precisávamos de surpresas.