James White

por Isabel Leirós

Um coming of age que define uma geração.

Título Português James White
Ano 2015
Realizador Josh Mond
Elenco Christopher Abbott, Cynthia Nixon, Scott Mescudi
País EUA
Duração 85min
Género Drama, Coming of age
James White
9/10

No Curtas 2016, o colectivo nova-iorquino Borderline Films recebeu honras de retrospectiva, na secção InFocus. James White foi o primeiro filme a ser exibido, em plena noite de abertura do festival, isto depois de ter conquistado Sundance em 2015.

Um jovem a caminho dos 30 leva uma vida auto-destrutiva, enquanto luta com a morte e a doença na sua família. Bem contemporâneo, bem millennial, tem como prioridade a fruição sem limites. A sua mãe é interpretada por Cynthia Nixon – Miranda, a advogada ruiva de Sex & The City -, que nos surpreende pelo papel que assume: uma mulher em estado de fragilidade levada ao limite.

Não é um filme fácil de criticar pois o risco de revelar pormenores é demasiado elevado. Mas fiz o meu melhor e retirei qualquer detalhe que possa estragar a descoberta deste coming of age.

Visceral, a câmara acompanha James White de perto e em plano fechado. O grande ecrã abre a porta para alguém que se encontra num período de transição: não é adulto mas também já não é um adolescente, tem de dar o passo em frente à maturidade. No fundo, James é como cada um de nós, é um espelho dos nossos tempos modernos. E como o conseguimos compreender: crescemos porque queremos ou porque fomos obrigados pelas circunstâncias?

Um filme exímio, em que tudo perdoamos às personagens perfeitamente construídas, que me deixou apenas a questionar o que faria no lugar dele. Serei suficientemente forte para desligar do meu ego para me encontrar com o outro? Os super-heróis têm diversos rostos e James White é um deles. E é tão humano quanto cada um de nós.


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