Há bandas que transformam o palco num espaço de pura provocação e entretenimento cru. Cerca de quatro meses após a passagem pelos palcos do Primavera Sound em Barcelona e no Porto, os britânicos Yard Act aterraram em Lisboa para uma atuação no Capitólio, confirmando o estatuto de um dos nomes mais dinâmicos e inteligentes da atualidade musical do Reino Unido.

A noite abriu com a atuação de Lava La Rue, encarregue de aquecer a sala e ditar o ritmo inicial do espetáculo. De seguida, o grupo de Leeds tomou de assalto o palco, fundindo a maquinaria rítmica e angular do pós-punk com a expansividade da britpop e o groove dançável que os caracteriza. No centro de todas as atenções esteve James Smith, um frontman à moda antiga que, sem instrumentos a servir de barreira, percorreu o palco de forma frenética e contagiante, disparando lírica mordaz e observação social perante um público completamente rendido.

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Fotos por Hugo Rodrigues
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