Há nomes que não precisam de grandes preâmbulos para justificar a eletricidade no ar, e Ty Segall é indubitavelmente um deles. Na noite de 23 de setembro, o LAV – Lisboa ao Vivo transformou-se no epicentro de um autêntico furacão de distorção e catarse coletiva. Movido por uma ética de trabalho inesgotável e portador de uma das discografias mais vitais do garage rock contemporâneo, o músico californiano trouxe à capital a sua energia crua e as melodias frenéticas que o consagraram como um pilar intocável do rock psicadélico.
A responsabilidade de atear o rastilho antes da tempestade principal coube aos No Peeling, que garantiram que o ambiente de tensão elétrica se instalasse desde os primeiros acordes, aquecendo na perfeição uma das salas mais dinâmicas da cidade.