O Coliseu dos Recreios, em Lisboa, recebeu um dos concertos mais simbólicos da carreira de Holly Hood. O rapper da Linha da Azambuja assinalou não só uma década de percurso artístico, como também o encerramento da trilogia iniciada com O Dread Que Matou Golias (2016) e continuada com Sangue Ruim (2019), dois trabalhos que marcaram profundamente o panorama do hip-hop português pela sua intensidade lírica e identidade estética.

Mais do que um simples concerto, a noite no Coliseu representou a celebração de um percurso criativo marcado pela ambição conceptual e pela construção de obras totais, onde som, imagem e simbolismo caminham lado a lado. Entre clássicos da sua discografia e a apresentação ao vivo do terceiro capítulo desta trilogia, o espetáculo confirmou Holly Hood como uma das figuras centrais da música portuguesa contemporânea.

Fotos por Hugo Rodrigues
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