Duques do Precariado levam o novo disco “Encarnação” em digressão pelo país

por Arte-Factos
Duques do Precariado levam o novo disco “Encarnação” em digressão pelo país
© Teresa Costa

Após o concerto de apresentação em Coimbra a 30 de janeiro, os Duques do Precariado preparam-se para percorrer o país com uma nova série de espetáculos. Entre os meses de abril e julho, a banda leva ao palco o seu mais recente trabalho discográfico, intitulado Encarnação. Este novo ciclo teve o seu ponto de partida oficial no Salão Brazil, coincidindo com o lançamento de um álbum que marca uma fase mais visceral e coletiva do grupo.

Editado pela Lux Records no início deste ano, Encarnação surge como o sucessor de Antropocenas. O disco foca-se na fisicalidade do som e na relação orgânica entre os músicos, tendo evoluído de um projeto inicialmente mais elaborado para uma obra que a banda descreve como anti-Máquina e pró-Carne. A identidade sonora continua a ser definida pelos próprios como Folclore Independente ou Etno-novidades, explorando letras que abordam as aflições da carne e a finitude do mundo.

Datas confirmadas de abril a julho

A digressão dos Duques do Precariado arranca em pleno período primaveril. O grupo passa por Odemira a 24 de abril, no evento Abril em Odemira, seguindo-se uma atuação em Lisboa, na Casa Capitão, a 25 de abril. Em maio, a banda ruma a Paredes de Coura para o Ciclo de Polinização no dia 15, chegando a Aveiro a 18 de junho para o ciclo Novas Quintas no Teatro Aveirense.

O mês de julho será igualmente preenchido, com destaque para a presença confirmada no prestigiado Festival Músicas do Mundo, em Sines, no dia 23 de julho. A banda tem ainda outras datas reservadas para os dias 9, 11 e 24 de julho, cujos locais serão anunciados brevemente, prometendo concertos intensos onde os novos temas dialogam com o repertório anterior.

A evolução dos Duques do Precariado

A história da banda começou em Lisboa, no ano de 2014, fruto da colaboração entre Pedro e Fragoso. O projeto deu-se a conhecer publicamente em 2017 com o tema Vou Considerar, que contou com a produção de Bernardo Fachada. Depois de lançarem Antropocenas em 2018, o grupo viu esse trabalho ser recuperado com uma edição física em 2023, o que impulsionou o regresso aos palcos.

Já fora de Lisboa e com a integração de Neves no coletivo, os músicos decidiram criar Encarnação no final de 2024. Este novo registo celebra as descobertas feitas no caminho e assume a precariedade como uma liturgia musical, transformando o desconforto das letras numa experiência imersiva para quem os assiste ao vivo.

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