BIG|BRAVE anunciam novo álbum “in grief or in hope”

por Arte-Factos em 10 de Março, 2026

BIG|BRAVE anunciam novo álbum “in grief or in hope”
© Stacy Lee

Os BIG|BRAVE, o aclamado trio conhecido pela sua sonoridade singular, acabam de anunciar o lançamento do seu décimo álbum de estúdio, intitulado “in grief or in hope“. Com data de saída marcada para o dia 12 de junho de 2026, através da editora Thrill Jockey, o disco promete ser uma visão inovadora de som eletroacústico e narrativa emotiva, equilibrando distorções intensas com momentos de uma beleza devastadora.

Para acompanhar o anúncio, a banda partilhou o primeiro single e respetivo vídeo, “the ineptitude for mutual discernment“. O tema serve como uma síntese da abordagem textural do grupo, contrastando guitarras rípidas com a voz resoluta de Robin Wattie. O vídeo foi criado pelo guitarrista Mat Ball, contando com a correção de cor da cineasta Stacy Lee.

Este novo trabalho marca uma mudança para composições mais densas e focadas na guitarra. Pela primeira vez, o baixista de longa data da banda ao vivo, Liam Andrews (MY DISCO, Aicher), juntou-se a Robin Wattie e Mathieu Ball em estúdio. O resultado é uma tapeçaria rica em harmónicos e complexidade tonal, capturada através de gravações ao vivo que aproveitam o som titânico das suas atuações. A sonoridade do álbum utiliza a estética do drone, da eletrónica e da música pesada, mas mantém uma base na forma da canção pop.

Segundo a vocalista e guitarrista Robin Wattie, o objetivo passou por explorar frases melódicas e cativantes entrançadas na intensidade da instrumentação. A artista revela que o foco temático recaiu sobre as experiências partilhadas da condição humana: o luto e a esperança, a vida e a morte, e a relação entre causa e efeito.

Sendo o décimo registo da sua discografia, “in grief or in hope” presta homenagem ao passado da banda enquanto olha para o futuro. O single de avanço expande temas líricos explorados em Au De La (2015), enquanto a faixa “verdure” ecoa melodias de Feral Verdure (2014), servindo como pontos de reflexão sobre a evolução artística do trio. Das ondulações espetrais em “what may be the kindest way to leave” às declarações diretas da faixa-título, o álbum utiliza ainda elementos como frases com autotune em “an uttering of antipathy” para enfatizar uma sensação de isolamento.

O disco culmina num ímpeto emocional que descreve sentimentos profundos de luta, dor e transcendência, procurando transmitir um sentido de humanidade em cada gesto sonoro.

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