800 Gondomar e Baleia Baleia Baleia lançam novos discos no Ano Comum
por Arte-Factos em 17 de Fevereiro, 2026

O dia 28 de fevereiro vai ganhar um significado especial em Lisboa com a estreia do Ano Comum, com os três andares da Casa Capitão a celebrar aquilo que tantas vezes passa despercebido: as bandas consistentes, o circuito independente e a música feita por amor, não por ambição de massas.
Este primeiro Ano Comum coincide com o lançamento de novos discos de duas bandas tão especiais quanto comuns: Baleia Baleia Baleia e 800 Gondomar. Estes últimos apresentam o seu primeiro registo ao vivo, Monday in Hiroshima, disponível online desde 9 de fevereiro, enquanto os Baleia Baleia Baleia sobem ao palco com as canções do recém-editado Outra Vez Arroz, o seu terceiro álbum de originais, lançado a 12 de fevereiro pela Saliva Diva.
O cartaz fica completo com mais dois nomes de peso do indie rock nacional: Cave Story e Cat Soup, num alinhamento que assume, sem rodeios, a força do que é habitual e persistente.
A programação começa às 17h, no Primeiro Andar, com uma sessão de escuta coletiva de Monday in Hiroshima, na presença dos 800 Gondomar. Os concertos arrancam às 21h, no Rés do Chão, com os Cat Soup, agora em formato de quinteto, que prometem temas novos de um disco em preparação. Seguem-se os Cave Story, de regresso à Casa Capitão depois de um concerto marcante em dezembro passado.
Mais tarde, os 800 Gondomar apresentam ao vivo Monday in Hiroshima, um álbum gravado no Japão que foge às convenções do registo ao vivo. “É segunda-feira e uma banda independente portuguesa toca do outro lado do mundo para dez pessoas”, descrevem, num exercício neorrealista onde o silêncio, o desconforto e o espaço tornam-se parte da música, uma evocação crua da realidade de milhares de artistas independentes.
Em paralelo, no Sótão, os Baleia Baleia Baleia dão a conhecer Outra Vez Arroz, sucessor de Suicídio Comercial (2022) e do duplo álbum ao vivo Das Margens Lamacentas da Tuga (2024). O novo disco mantém o rock borbulhante e visceral que tem feito da banda uma das mais ativas do underground português, já perto dos 300 concertos e com muitos quilómetros acumulados.
Há três tipos de bilhetes para este Ano Comum: uma edição limitada a 50 ingressos, válida para todos os palcos até à meia-noite, por 15€ (+ taxas), e bilhetes individuais para o Sótão ou Rés do Chão, ambos a 10€ (+ taxas). Vai ser uma noite comum. E, precisamente por isso, uma noite do caraças.
