Cinemateca Portuguesa homenageia Manuel Faria de Almeida e Gita Cerveira

por Arte-Factos
Cinemateca Portuguesa homenageia Manuel Faria de Almeida e Gita Cerveira

Durante o mês de maio, a Cinemateca Portuguesa dedica a sua programação a duas figuras incontornáveis do panorama cinematográfico nacional. De 12 a 16 de maio de 2026, o público poderá acompanhar dois ciclos de homenagem focados no realizador Manuel Faria de Almeida, nome fundamental do Cinema Novo Português, e em Gita Cerveira, conceituado profissional que marcou a história do som no cinema dentro e fora de portas.

A homenagem a Manuel Faria de Almeida decorre a 12 e 13 de maio. O grande destaque do primeiro dia (19h) vai para a exibição de Momento Nocturno, um trabalho inédito do realizador que será apresentado pela primeira vez em cópia digitalizada. A sessão conta ainda com as curtas-metragens Viviana e Streets of Early Sorrow, realizadas em Londres, e culmina com a projeção de uma nova versão de Catembe, considerado o filme mais censurado da história do cinema português, acompanhado por 11 minutos de planos cortados que sobreviveram à censura da época. No dia 13, pelas 19h, serão exibidas as suas curtas-metragens mais pessoais.

O legado sonoro de Gita Cerveira

De 14 a 16 de maio, o ecrã da Cinemateca Portuguesa vira-se para o percurso de Gita Cerveira, técnico de som com uma vasta carreira internacional que colaborou com cineastas como Manoel de Oliveira, João César Monteiro e Fernando Vendrell. O ciclo arranca no dia 14 (19h) com a exibição de O Herói, obra de Zezé Gamboa que conquistou o Grande Prémio do Júri no Festival de Sundance em 2005.

O programa dedicado a Gita Cerveira completa-se na sexta-feira, dia 15 de maio (21h30), com a exibição de O Último Mergulho, de João César Monteiro, e encerra no sábado, dia 16 (19h30), com a projeção da longa-metragem Virgem Margarida, realizada por Licínio Azevedo, celebrando a riqueza e a amplitude do seu trabalho de captação e desenho sonoro.

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