Sabaton – The Great War

por Christopher Monteiro
Ano 2019
Estilos Power metal
Editora Nuclear Blast
Destaques The Future of Warfare, Great War, The End of the War to End All Wars
Sabaton – The Great War
7/10

Tanto no power metal em termos sonoros como na vertente épica e voltada para a batalha, mesmo que esta se debruce em guerras mais modernas do que aquelas em que se andava de espada em riste, quem comanda o tal batalhão são os Sabaton e não deixam grande margem para dúvida. As explosivas performances em palco e uma consistente assiduidade discográfica à qual se junta este novo “The Great War” mantém os Suecos na primeira liga da secção mais melódica da música pesada.

The Great War” tem como tema a Primeira Guerra Mundial e brinda-nos com duas versões: a que tem apenas as malhas e a que tem as introduções narradas a situar o ouvinte em relação a cada faixa e à história concreta a que se refere. É todo um conceito que larga os Sabaton em território familiar e cada vez se poupam menos em exacerbar-se para serem realmente o grupo mais épico que pise os palcos actuais. E com um nome já bem reconhecível e umas boas vendas – umas primeiras posições nas tabelas em casa e por aqui e por ali – não pretendem andar para trás. É para tornar tudo mais grandioso, é para erguer o punho, é para haver mais canções de entoar a peito cheio nos concertos da banda. Mas a fórmula mantém-se intacta e para banda que se pode dizer que esteja a desfrutar do seu auge, tudo o que há em “The Great War” é muito familiar.

O mesmo power metal com uma capa sinfónica – então a apoteose daquela “The End of the War to End All Wars” – que o torna automaticamente a banda sonora de um filme de guerra, – mesmo que todo aquele cariz épico lhe dê muita mais luz e glorificação do que a verdadeira escuridão de vida nas trincheiras – um refrão catchy e poderoso por tema, – é tentar largar “The Future of Warfare” ou “Great War” após a audição – um hard rock a fazer crescer a barba das canções, sem se perder pelos coloridos caminhos fatelas de outros metais melódicos que tal, com a voz grave de Joakim Brodén a ajudar. Uma inteligente duração breve para que toda a acção fique compacta sem chegar a fartar e uma produção polida daquelas de quem pode. Vendo bem, parece que os Sabaton já entraram no modo confortável de discos sobre-produzidos com todos os seus melhores registos já para trás, enquanto o que vai mesmo valendo a pena é apanhá-los ao vivo.


Partilha com os teus amigos