Nine Inch Nails – Bad Witch

por Christopher Monteiro
Ano 2018
Estilos Rock industrial
Editora The Null Corporation, Capitol Records
Destaques Ahead of Ourselves, Play the Goddamned Part, God Break Down the Door
Nine Inch Nails – Bad Witch
8/10

À sequência de EPs composta por “Not the Actual Events” e “Add Violence”, lançados em 2016 e 2017 respectivamente, junta-se agora “Bad Witch.” É a conclusão de uma trilogia — contudo, desta vez, os Nine Inch Nails decidiram fazê-lo no registo longa-duração.

Com apenas meia-hora de duração, poderia ter sido um EP; no entanto, “Bad Witch” é oficialmente considerado como o nono e mais curto álbum da carreira dos Nine Inch Nails. O disco merece destaque pela diferença e por tudo o que acrescenta aos registos que o antecederam.

A banda de Trent Reznor nunca poupou na esquisitice, no peso e na escuridão, e o ambiente de “Bad Witch” é bem capaz de ser o seu mais negro, inacessível e visceral que lhe vimos. Com ruídos e camadas electrónicas que podem agradar a fãs de “Broken” e “Fixed” — que isto de brincar aos EPs interligados não é novo —, o que também não falta são elementos novos e estranháveis na sonoridade-tipo dos NIN.

Sem timidez perante o noise, o dark ambient e outras sonoridades mais marginais, Reznor deixa aberta a porta ao jazz, com um surpreendente saxofone nas estupendas passagens ambientais e até emprega, por vezes, um tom de voz mais baixo que não lhe é propriamente característico. O disco não deixa de ter uma influência primária, e este não é o primeiro nem será o último texto que lerão onde é feito o paralelismo com “Blackstar” de David Bowie e a sua aura. Esperemos que Trent Reznor não se esteja a despedir de ninguém, ainda para mais quando “Bad Witch” prova que valerá sempre a pena escutar material novo dos Nine Inch Nails.


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