Confiamos em pessoas que gostam de Motörhead. Malta sem rodeios e que gosta das coisas simples da vida. Como o rock n’ roll rápido e sem floreados. Portanto, à partida, vamos gostar dos Cavilha, que, pelo que aqui apresentam, fazem isto mesmo só “P’lo Rock n’ Roll”. Há melhores razões?
Disco para quando se quer algo simples. Nem tentam enganar, isto tem só um par de melodias que se apresentam com roupagens ligeiramente diferentes, a glorificar o lema de “copos, gajas e rock n’ roll” de forma convidativa. Hard rock de barba rija e à procura da diversão. Já foi aqui mencionado que são capazes de gostar dos Motörhead, não já? Pronto, nunca é demais recordar. Mesmo que sejam muito honestos na sua total aversão a qualquer tipo de invenção ou inovação. Por exemplo, dá para entender que a “Noite Adentro” não é a “Killers”, mas roubou-lhe o colete na taberna, foi sacar uma ou duas senhoras com ele, voltou, devolveu-o, pegaram-se ao soco, mas acabaram a partilhar uma cerveja e a confraternizar. É assim que os Cavilha prestam tributos.
Um disco para brindar ao rock. “Se não fosse pelo rock n’ roll, eu era um frustrado / Se não fosse pelo rock n’ roll, eu estava algemado!” Até dá para identificar com isso. E resume a atitude de todos os oito temas desta breve sessão. Para quem acha que isto é repetitivo, muito derivativo e até algo datado, eles respondem com uma cuspidela para o lado, mais um riff rápido e simples e lá arrancam com a mota, a deixar aquela nuvem de poeira que só faz tossir quem tem essa reacção ao rock n’ roll. “Não Vou Parar”, como tão bem afirmam noutro tema. Nem os encorajamos a tal. Disco indicado para descontrair. E para todo aquele que seria um condenado… Se não fosse “p’lo rock n’ roll”.