Amon Amarth – The Allfather Awakens

por Christopher Monteiro
Ano 2026
Estilos Death metal melódico
Editora Metal Blade Records
Destaques Kvasir’s Blood, Upphaf, Die with a War Cry
Amon Amarth – The Allfather Awakens
6.5/10

Não os podemos crucificar (o sacrilégio de trazer práticas de outras religiões para algo sobre estes vikings) por terem encontrado o seu caminho e agora ficarem nele. O pique dos Amon Amarth foi no fantástico “Twilight of the Thunder God”, sim, e daí para a frente, ou foram andando num mar de mediania ou estão sempre no ponto. Depende de quem questionarem. Será igual com “The Allfather Awakens”. Acaba por ser mais um.

Usa os truques ou os clichés do costume, também é como preferirem classificar, de acordo com o apreço. Se já fazem umas brincadeiras com a sua estética e incorporam-na noutros cenários contemporâneos, na fórmula musical não mexem e em “The Allfather Awakens” é o mesmo melodeath que, baseado na fonte sueca, tem o seu próprio cunho e tom épico, com os mais grandiosos refrães de quem escreveu uma contagiosa e inesquecível “Guardians of Aasgard”, a voz de Johan Hegg ainda a ser do gutural mais grave que se encontra neste estilo e as mesmas temáticas que tanto podem ser muito auto-conscientes e tongue-in-cheek, ou já vão para a auto-paródia sem se aperceberem (We are, we are vikings / And we will never be slaves / Until the stars fall from the sky / We will rule the waves). Já ouviram muito desse tipo de coisa antes e já não é do mais indispensável há um tempo? Então não dá para arranjar aqui muitas mais razões para insistir no “The Allfather Awakens”.

Quem é menos exigente tem mais da marca Amon Amarth para extrair daqui e os pequenos passos de variedade poderão agradar. Como a forma bruta como entram com “Kvasir’s Blood” que, até irromper no refrão épico, é praticamente um tema de apenas death metal; o formato acústico de “Upphaf”; a procura de mais uma rebenta-plateias como a supracitada “Guardians of Aasgard” (que podem ter conseguido no muito medianinho “Berserker”, com a “Shield Wall”) que lá traz algo para erguer o punho e o corno cheio de hidromel, como em “Die with a War Cry”. No final, o balanço é positivo porque, treze discos depois, também não sentirão que ainda têm agora grande esforço a prestar para romper alguma barreira. Para o bem e para o mal, “The Allfather Awakens” não vem aquecer ou arrefecer muito.


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