The Invisible Age — The Invisible Age

por Arte-Factos
Ano 2021
Estilos Indie Rock
Editora Edição de Autor
“The Invisible Age” de The Invisible Age

Os The Invisible Age, trio brasileiro baseado em Portugal, composto por Luiz Alberto Moura (guitarras/vocais), Marcelo Caldas (baixo) e Alex Azevedo (bateria), editou hoje, dia 23 de Julho, o seu primeiro álbum.

Para o registar, a banda hospedou-se na cidade de Leiria, numa casa no Serra Espaço Cultural, e a gravação do disco foi realizada na Casota Collective, colectivo de projectos audiovisuais da banda First Breath After Coma.

Rui Gaspar foi o técnico responsável pela gravação, e a produção ficou por conta de Iuri Freiberger, que executou o trabalho directamente de Belo Horizonte (MG), no Brasil.

#1 Hell is Everywhere

Luiz Alberto Moura (Voz e Guitarra): Foi a última música a ser feita para o disco e ficou como o primeiro single por sinalizar algo que pode ser um novo caminho para a banda. Eu estava ouvindo muito Afghan Whigs na altura (como sempre) e quis fazer algo no estilo. A produção do Iuri Freiberger deu ainda um toque nela meio Primal Scream, fase Screamadelica.

Alex Azevedo (Bateria): É uma faixa que gosto muito pelo fato de ter sido feita uma semana antes de entrarmos em estúdio, uma música que poderia ser considerada uma incógnita acabou por ter virado o nosso primeiro single, e foi composta em praticamente um ensaio.

#2 Stargazing

Luiz Alberto Moura (Voz e Guitarra): Eu sou vidrado por espaço. Tudo sobre espaço me interessa. E essa música foi mais ou menos nessa linha a lembrar de um dia que eu estava numa festa (há alguns anos) numa varanda no Rio de Janeiro e a noite estava limpa e totalmente estrelada. Eu fiquei numa esplanada durante um bom tempo a tomar um vinho e a olhar para o céu. Bêbado, claro.

#3 Hey, You

Luiz Alberto Moura (Voz e Guitarra): É uma das minhas ‘hate songs’. Fala sobre alguns relacionamentos com pessoas que eram muito próximas e que eu hoje quero distância. É uma típica letra na qual procuro fazer uma sessão de terapia comigo mesmo. Pena que, provavelmente, nem essas pessoas ou a minha analista vão ler.

#4 Ecuador

Luiz Alberto Moura (Voz e Guitarra): Foi a segunda música feita pela banda. É algo meio Superchunk, mais puxado pro noise com um fim meio Foo Fighters. A letra é também dessas que expresso alguns sentimentos ruins.

Alex Azevedo (Bateria): Cada uma das músicas tem seu ponto marcante e gosto muito de todas, mas um momento em especial foi quando em Leiria comecei a gravar Ecuador. É um riff marcante que simboliza o início da banda, a nossa segunda música, e ali está um pouco das influências que cada um traz pra banda. Riffs barulhentos, sutilezas, bateras pesadas, pitadas de pop. Me gusta!

#5 Party (I've Made For You)

Luiz Alberto Moura (Voz e Guitarra): Essa foi numa altura em que eu estava ‘a devorar’ Swerverdriver, uma das minhas bandas favoritas, e queria algo na linha meio noise deles com um vocal mais ‘etéreo’. Adoro a ponte pro refrão.

Marcelo Caldas (baixo):  Uma vez que tocamos essa música num ensaio e nunca mais mudei. É nela que noto mais claramente uma das minhas maiores influências, o Mike Mills (baixista do R.E.M.). Também gosto muito de como toda a banda funciona ao longo da canção. Além disso, acho que é uma das melhores interpretações vocais do Luiz.

#6 Join Me Now

Luiz Alberto Moura (Voz e Guitarra): Essa foi num dia em que eu estava a ler sobre o mês da saúde mental. Parece um ‘call to action’ para pessoas que, como eu, sofrem de depressão e se sentem meio deslocadas ou desamparadas. A base é totalmente inspirada em Oasis, a minha banda preferida.

Marcelo Caldas (Baixo): “Join Me Now” é a música mais “difícil” do disco, e talvez por isso eu goste tanto. A bateria do Dadi é ótima e a letra do Luiz é a minha favorita dentre as oito canções. Tem muito a ver com as coisas que estou a ouvir mais recentemente. Quanto ao baixo, sempre fico feliz quando componho uma linha mais econômica, a valorizar mais a sutileza e os silêncios, e ela acaba por funcionar bem na música. Acho que foi exatamente o caso aqui.

#7 React

Luiz Alberto Moura (Voz e Guitarra): Eu estava  a tocar ‘Um Girassol da Cor do Seu Cabelo’, do Lô Borges e comecei a brincar com o tom dela, os acordes e fui ‘a desenhar’ uma melodia que eu queria que lembrasse aquela época. O Clube da Esquina é, pra mim, o melhor disco lançado no Brasil em todos os tempos.

#8 (She Smells Like) Primavera

Luiz Alberto Moura (Voz e Guitarra): Essa é “complicada”. É uma das letras mais antigas que eu tenho. É por volta de 2010. Eu estava em um concerto e uma menina me mandou uma mensagem dizendo que havia me visto. E eu tentei falar com ela de novo e nada. Anos depois, soube que ela estava com o namorado, mas segundo ela ‘a pensar’ em mim. Aí resolvi brincar com a situação que, convenhamos, foi ridícula.

 

Os The Invisible Age apresentam dia 29 de Julho, no Valsa (Rua Angelina Vidal, 13 – Lisboa), pelas 19h, este disco. O bilhete custa 5€ e o limite da sala situa-se nas 20 pessoas.


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