A espera foi longa, mas o desfecho compensou. No passado dia 7 de março, a Sala Tejo da MEO Arena encheu para receber a data de encerramento da aguardada The Afraid Of The Dark Tour. Pela primeira vez em solo nacional, os norte-americanos Motionless In White provaram por que razão são considerados um fenómeno visual e sonoro sem paralelo na cena de rock pesado contemporâneo.
A noite, carregada de uma estética que funde o horror cinematográfico com o metal industrial, começou a aquecer com as prestações intensas dos Make Them Suffer e dos Dayseeker, que prepararam o terreno para um público fervoroso.
Quando Chris Motionless e companhia subiram ao palco, a fusão entre o som esmagador e a cenografia arrebatou a audiência. Com um alinhamento que percorreu a discografia da banda, o concerto foi mais do que uma sucessão de temas: foi uma celebração identitária. Entre o magnetismo de Chris e a precisão técnica de Ricky Olson, Ryan Sitkowski, Justin Morrow e Vinny Mauro, Lisboa testemunhou o encerramento de uma era e a consagração de uma banda que já não é apenas um grupo de rock, mas um universo cultural.

