Na passada noite de 11 de março, as coordenadas do metalcore global cruzaram-se em Lisboa. O LAV – Lisboa ao Vivo transformou-se no palco de um encontro geográfico e sonoro singular, unindo a precisão técnica japonesa à herança emocional norte-americana numa noite de co-headlining que prometia (e entregou) uma intensidade difícil de igualar.

A expetativa era palpável, especialmente para o regresso dos Crystal Lake, que oscilaram entre o peso demolidor e as atmosferas melódicas que justificam a sua ascensão meteórica na última década. Do outro lado da balança, os veteranos Miss May I reafirmaram porque são pilares do género, equilibrando a agressividade com aquela assinatura emocional que mantém os fãs atentos desde o final dos anos 2000.

Mas o tom da noite foi definido muito antes destas duas bandas subirem ao palco. O arranque ficou a cargo da brutalidade rítmica dos australianos Diesect, seguidos pela entrega crua e visceral dos Great American Ghost, que prepararam o terreno para uma progressão contínua de adrenalina.

Fotos por Hugo Rodrigues
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