Rita Redshoes regressa aos discos e mostra novo single
por Arte-Factos em 6 de Março, 2026

Rita Redshoes mostra o seu novo single “A Tua Trança”, composto por Márcia e o primeiro de um novo disco a editar este ano, que será composto exclusivamente por canções escritas por autoras portuguesas.
No âmbito deste projeto, a cantautora Márcia contribuiu com esta canção inspirada na experiência de uma amiga que enfrentou o fim de uma relação de mais de 20 anos. Marcada pelo cansaço, pela sobrecarga e pela solidão, essa vivência refletia, segundo a autora, a realidade de muitas mulheres.
A compositora recorda: “Lembrei-me de uma canção que escrevi há algum tempo (…) Sei que esta é a realidade de muitas mulheres.” “A Tua Trança” fala de “uma força muito subtil e profunda, um super-poder que existe nas mulheres que se refazem e que se mantêm, apesar de tudo o que é injusto”, celebrando a resiliência feminina e a capacidade de inspirar novas gerações. Para Márcia, a interpretação de Rita Redshoes superou as suas expectativas: “A Rita defende-a de uma forma avassaladora. A fragilidade que respira na sua voz é o respeito que devemos à nossa feminilidade; nela reside a nossa força maior.” Sublinha ainda: “há um sentido de comunidade no feminino que não pode ser ignorado, mas, sim, vivido e fomentado”.
Rita Redshoes, por sua vez, recebeu a canção numa gravação caseira enviada por Márcia, que, apesar de simples e inacabada, a impactou de imediato: “Foi o que chegou para a minha pele se arrepiar e saber que tinha em mãos uma grande canção.” A interpretação surgiu num momento de grande exaustão pessoal, num “limbo entre o cansaço extremo e uma força vinda das entranhas”, tornando-se um exercício íntimo de confronto consigo própria: “Foi uma viagem na qual me olhei ao espelho e fui obrigada a reconhecer a minha fragilidade e força a conviverem no mesmo momento.”
Realizado por Aurélio Vasques, o vídeo transmite o lado mais sombrio das amarras que, por vezes, nos mantêm na escuridão e na solidão. Instala-nos num estado permanente de questionamento, reflexão e inquietação. No desfecho, esse percurso interior culmina numa libertação – um romper que nasce de dentro.
