Municipal Waste

Electrified Brain
2022 | Nuclear Blast | Crossover thrash

Partilha com os teus amigos

Antevê-se um Verão tóxico, se entra assim a todo gás com uma nova proposta dos Municipal Waste. “Electrified Brain” é já o sétimo álbum e a banda já não é aquela nova e promissora proposta, muito entusiasmante, de thrash revivalista. Já são veteranos da cena. Felizmente ainda muito entusiasmantes, que o disco não vem enganar alguém nem deixar o fã indiferente.

Ou seja, ninguém encomendou novidades. Descrições são obsoletas para quem já deu cabo do pescoço com o “Hazardous Mutation” e o “The Art of Partying” e sabe bem o que estes malucos fizeram em termos de injecção de nova vida no thrash metal. Há muita coisa automática que se espera de qualquer novo disco dos Municipal Waste. Mas também há noção e consciência, ao manter “Electrified Brain” curto, conciso, directo e sabendo por quanto tempo podem debitar riffs “a correr” e escarrar umas quantas bocas de protesto ou farra. Para o menos dedicado fã, será sempre um disco competente e que cumpre muito bem o seu trabalho de marcar o ambiente enquanto é colocado a tocar numa festarola qualquer com amigos, pizza e jolas, que imaginamos que seja algo que agrade muito a estes mesmos cinco músicos. Para o mais dedicado fã da banda, até se lhe pode dar a boa notícia de que não baralha alguma coisa na fórmula, mas o resultado final até se revela mais forte, potente e excitante do que “Slime and Punishment.”

A fúria e abordagem é a mesma mas parece assentar-se mais no thrash tradicional, sem se preocupar tanto com a fracção punk/hardcore – que já está lá de nascença, obviamente – e deixa residir aí mesmo o seu interesse: não há grandes mudanças, mas há ajustes, sabe como se movimentar, mesmo que a curtas distâncias, e manter-se focado. Com essa faceta bem mais abordada por Tony Foresta nos seus Iron Reagan, sobram para os Municipal Waste mais ideias de canções que podiam bem ter chegado ao mundo algures entre 1983 e 1987, assim como uma liberdade para trocar-nos um pouco as voltas, afrouxar um pouquinho o acelerador por vezes e deixar entrar algum groove. Pormenores muito subtis, que nos puxam a audições atentas pelo meio daquelas que sejam só para abanar a cabeça de início ao fim. Missão cumprida e aprofunda-se aqui um recado do parágrafo anterior: pode bem ser o seu melhor desde o “Massive Aggressive!

Músicas em destaque:

The Bite, High Speed Steel, Crank the Heat

És capaz de gostar também de:

Iron Reagan, Nuclear Assault, Warfect


sobre o autor

Christopher Monteiro

Partilha com os teus amigos