Ao segundo disco, sem termos que esperar demasiado tempo, aqui a derradeira mija mostra-se resistente. Porque é o que uma banda como os Last Piss Before Death precisa para se estabelecer num underground tão desafiante. Resistência. Haveria título mais adequado para o sempre difícil segundo álbum do que “Resistance”?

E soa a isso mesmo. Não a alguém à procura de inovação a todo o custo e à força. Alguém que sabe que pratica um estilo relativamente simples mas que, bem executado, é do mais eficaz. Não precisa de recorrer tanto às referências suecas do melodeath, ao hardcore nova-iorquino ou ao groove sulista de barba rija, mesmo que esteja lá disso tudo, na mesma. Mas já temos grandes referências por cá como WAKO, Revolution Within ou Switchtense, que servirão de boa base para recomendação e que sugere que, se tivermos uma nova vaga em mãos, estão aqui fortes candidatos para a liderar. E não está uma coisa meramente pintada por números. A missão era intensificar tudo, mas, para isso, também tiveram que brincar um pouco com o que tinham ao dispor.

Não vamos estar aqui a apelidá-los de “progressivos”, mas fogem ao óbvio de vez em quando. Type O Negative nunca será coisa que nos ocorra para ser algo que se detecta aqui, mas não é a referência mais descabida para alguma da voz limpa mais grave, até mesmo no meio de um tema tão Machine Head como “Bells”. E não fazem música acessível mas há coisas para nos ficarem na cabeça, nem que seja o tão simples mas eficaz riff de “Halloween” ou toda a “Reset”, que fecha o álbum como quem fecha um concerto, mesmo a pedir a participação do público. Que é outro ponto pertinente. Com um estilo destes, os Last Piss Before Death são uma banda de palco. Que já leva aqui dez temas com potência suficiente para os demolir. No fim, não é isso o que mais importa?


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