Top 10 de 2016 por João Neves

por Joao Neves em 23 Janeiro, 2017

2016 foi um ano de muitas mudanças e com muito acontecer tanto na vida pessoal como profissional. Muitas foram as coisas alcançadas, muitas e boas foram as pessoas que se conheceram e muitas aprendizagens foram feitas.

Listagens e tops?! Valem o que valem e no fim de contas lembramo-nos que ficou a faltar fazer referência a isto ou aquilo e que realmente marcou. No final de contas o que interessa mesmo (e pelo menos no meu caso) é que 2017 seja igual ou melhor. Para fazer o balanço final deixo aqui estas referências. Bom 2017 a todos!

#10 Simon and Garfunkel – The Sound of Silence (Concertos everywhere)

O som do silêncio foi muito pouco. Foi mesmo um ano até com muito som e ruído à volta, mas o silêncio arrepia-me um pouco, tal como esta música que acabou por vir à memória durante 2016. Foi um ano de muitos… muitos concertos, uns melhores outros piores, mas houve alturas que quase pareciam que me perseguiam! Para um adicto como eu também não há qualquer problema com isso.

#9 Live Low no Music Box

Posso dizer que foi um dos concertos mais fixes que vi em 2016! Já foi a fechar o ano e conheci o projeto por um mero acaso e quase por convite a fazê-lo. Valeu a pena, um som bestial, um conceito dos mais interessantes que por aí se andam a fazer e uma performance ao vivo absolutamente irrepreensível. Foi pena a sala ter ficado a “meio gás” mas os que foram eram bons e estavam lá por saber a qualidade do que se iria ouvir.

#8 Ratere nos Maiorais

Mais um ano repleto de excelentes concertos aos quais tive o prazer de assistir. Mais um ano em que tive o prazer de colaborar com a excelente equipa das Maiorais, amadores que fazem as coisas por mero gosto e teimosia, mas melhores que muitos profissionais. Os Ratere foram um dos marcos de todos esses concertos. No pequeno espaço onde se realizavam as sessões das Maiorais (sim, não se realizam mais lá!) conseguiram dar um concerto gigante!

#7 Dead Combo no Teatro São Luiz

2016 ficou marcado por mais uma mudança na minha vida pessoal e a vinda para Lisboa a “tempo inteiro”. Desta mudança o concerto dos Dead Combo foi o primeiro que vim a assistir, a sugestão aqui da casa! Coincidiu com o dia da primeira entrevista, também depois da mudança, foi ao Filho da Mãe no Jardim da Estrela, uma bela conversa e repleta de ensinamentos. Ali ao lado aconteciam as exéquias de um dos grandes personagens da cultura nacional, Nicolau Breyner.

#6 Nice Weather For Ducks – Marigold

Ainda mal tinha chegado a Lisboa e surgiu o convite para submeter o projeto a mais um prémio. Na sessão em que os vencedores foram desvendados os Nice Weather For Ducks estiveram a ajudar a fazer a banda sonora com as músicas mais dançantes do seu álbum lançado também em 2016. Mais uma vez o trabalho, esforço e luta dos sonhadores e dos que acreditam foi ali reconhecido.

#5 Russian Circles – Lisboa

Também os Russian Circles no seu excelente álbum de 2016, Guidance, resolveram fazer uma referência à capital do nosso país. Parece que tudo mesmo em 2016 se focou nesta! Como acima referi, foi o ano em que me mudei para esta bela cidade de malas e bagagens. Essa mudança foi devida ao trabalho que já alguns anos venho a fazer (e em tudo ligado à música) ter sido reconhecido e terem-me dado a oportunidade de poder continuar com o mesmo vivendo na capital. Pois bem, tive a prova que lutar por vezes contra tudo e todos vale a pena e se o fizermos teremos o esforço reconhecido.

#4 Red Hot Chili Peppers – Dark Necessities

Outros rapazes a voltarem a aparecer em 2016 foram os Red Hot Chili Peppers. Gosto do álbum e acho que desta vez conseguiram encaixar muito melhor o Josh Klinghoffer nas guitarras. Por estes lados as necessidades não são assim tão “obscuras”, mas a de fazer música de várias maneiras continua a ser uma delas. Alguns dos projectos já estão a mexer mais, como os “j2” ou trabalhos de improvisação experimental. Os outros esperemos que sigam o mesmo caminho em 2017.

#3 The Cure ao vivo na MEO Arena

Foi um marco. Bilhetes comprados ainda durante e com o concerto agendado para o final de Novembro, sabia-se que muita coisa poderia acontecer até lá e que ainda haviam muitas sextas-feiras para se apaixonar. O caminho faz-se caminhando umas vezes depressa, outras devagar, outras até parado! Mas faz-se… e lá que chegou não a sexta mas a terça-feira para estar apaixonado. Eles já estão velhinhos, mas valeu bem a pena. Acabou por ser o único concerto do ano em que simplesmente fui ver, sem a responsabilidade de fazer qualquer tipo de trabalho para ele. Soube bem, mas os outros nunca sabem pior!

#2 Brodka – Horses

O ano foi mesmo de muitas mudanças e de muitas coisas boas a aparecerem na minha vida. E que bom a boa música vinda de cantos por vezes não tão óbvios do planeta puder vir ajudar a sonorizar todos estes momentos. É bom conhecer pessoas e culturas diferentes e perceber que felizmente vivemos num mundo multicultural e que existem pessoas interessantes por todo o lado.

#1 Radiohead – True Love Waits

“True Love Waits”, completamente! O ano é marcado pelo regresso dos Radiohead aos álbuns e nele encaixaram uma música já conhecida mas nunca editada. Encaixaram tão bem que termina o álbum de uma maneira que quase faz chorar de tão sentida que é esta versão e de tão bem que fica exactamente naquele sítio do alinhamento. Para os mais cépticos os Radiohead já não são o que eram. Pois eu gostei bastante do álbum e, já agora, ninguém é o que era há dois minutos atrás.

No plano pessoal, sim, “True Love Waits” e quando realmente amas muito algo esse algo acaba por acontecer. Um ano que conheci pessoas fantásticas e que perceberam o meu amor por certas coisas e apaixonaram-se também. Obrigado a todas!


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Joao Neves

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