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Reportagem


Milhões de Festa

A 5ª feira do Milhões de Festa, de entrada gratuita, já ganhou estatuto até entre os mais curiosos que pretendem perceber um pouco mais sobre o festival.

Parque Fluvial de Barcelos

21/07/2016


Em Barcelos já não se estranha esta altura do ano, em que milhares de forasteiros visitam a cidade do mais famoso galo português. É o famoso fim de semana do Milhões de Festa, que se realizou entre os dias 21 e 24 de julho.

Deixemos de lhe chamar dia zero. A quinta-feira do Milhões de Festa, que é de entrada gratuita, já ganhou estatuto até entre os mais curiosos que pretendem perceber um pouco mais sobre o festival organizado pela Lovers & Lollypops.

A quinta-feira do Milhões de Festa já ganhou o direito de ser o “primeiro dia” do festival e este ano até teve uma novidade. O Palco Taina mudou-se da margem junto à Ponte Medieval para o recinto principal, entre o Palco Milhões e o Palco Lovers, levando a uma nova configuração do espaço.

Este primeiro dia deu as boas vindas a todos os milhionários com as viagens eletrónicas de MADA TREKU, projeto do produtor Nuno Loureiro que editou um álbum pela Favela Discos, a que se seguiu Vozzyow. O grupo da Corunha trouxe as primeiras guitarras ao festival e ofereceu rock alternativo ao público que ia aproveitando para pôr a conversa em dia acompanhada por comes e bebes.

Com a chegada da noite, chegou o concerto mais infame desta edição do Milhões de Festa. Os norte-americanos Eat The Turnbuckle, aficionados do wrestling, praticam a modalidade em palco, ao mesmo tempo que tocam. O que se assistiu foi uma sessão de hardcore trashado acompanhada por golpes de arame farpado entre os elementos da banda, que abandonaram o palco em sangue para choque dos que assistiam ao espetáculo.

10 000 Russos

10 000 Russos

A violência deu lugar à trip psicadélica dos 10.000 Russos. O trio que já não é estranho ao festival barcelense continua a destilar coolness ao ritmo motorik de João Pimenta e imerso no fuzz da guitarra de Pedro Pestana fazendo o público balancear-se desde a primeira nota até ao último ruído.

Depois de mais uma descarga de porrada, com o crust dos suecos Aggrenation, foi a vez de Jibóia subir ao palco. O projeto de Óscar Silva que nos últimos tempos conta com a colaboração do baterista Ricardo Martins foi responsável por colocar toda a gente a dançar sem parar, numa altura em que o recinto se encontrava bem composto.

Além de temas mais antigos e os mais recentes, editados no disco Masala, houve também tempo para uma bela cover de Tomorrow Never Knows dos The Beatles. Sejamos francos, já vimos Jibóia um pouco por todo o país, mas em Barcelos, no Milhões de Festa, é onde sentimos que a cobra pertence. É aqui que os seus concertos atingem o seu pico. É aqui que o queremos continuar a ver.

Esta quinta-feira prolongou-se depois com os DJs da Casa a darem música aos que se encontravam por ali, regados por litros de cerveja e ansiosos pelo primeiro dia mais sério do festival.

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(Fotos por João Monteiro)

sobre o autor

Carlos Vieira Pinto

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