MÚSICAS DA SEMANA

#221

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Escolhas de Hugo Rodrigues

City and Colour - Mizzy C

Músicas para ouvir durante o dia de trabalho enquanto a chuva cai do lado de fora.

Cage the Elephant - Aberdeen

Finalmente uma oportunidade para ver os Cage The Elephant a sul. É verdade que o único disco de que gosto verdadeiramente é o Thank You, Happy Birthday e que já lá vão uns bons anos desde a sua edição, mas vai valer a pena picar o ponto no NOS Alive. Ah, e saudades de Aberdeen.

Japandroids - Arc of Bar

Um dos discos que mais tenho ouvido em 2017 é o Near to the Wild Heart of Life dos Japandroids e, talvez tirando a faixa que lhe dá nome, esta é a música que de uma forma ou outra também se tem destacado para mim.

Fake Problems - Heart BPM

São o melhor tipo de problemas.

Circa Survive - The Great Golden Baby

Vá lá, até parece que não sabem já o que a casa gasta. Só não coloco aqui Circa Survive todas as semanas porque consigo ter algum (muito pouco) controlo sobre o meu fanboyismo.

Escolhas de Ricardo Almeida

Colin Stetson – Lord I just can't keep from crying sometimes

Colin Stetson deu um dos meus concertos preferidos do ano passado. É incrível o que o músico natural do Michigan é capaz de fazer. Mestre da técnica da respiração circular, Stetson reinventa o saxofone, colocando-lhe vários microfones e transformando-o por vezes numa espécie de instrumento de percussão enquanto os seus “saxodrones” ecoam em segundo plano.

Sunn O))) - Alice

Não são raras as vezes em que domingo é sinónimo de sonoridades mais atmosféricas. Ora hoje começou-se o dia com uma homenagem a Alice Coltrane. Continuo, pois, a preferir os Sunn O))) mudos.

Xiu Xiu – Forget

Estive pela ZdB. Não conseguia ver mais de metade do ecrã, e a banda sonora criada por Xiu Xiu, por si só, não era assim tão interessante. Saí antes do filme terminar.

Blanck Mass – Silent Treatment

Com novo disco de Blanck Mass aí à porta as espectativas estão elevadas.

Jurgen Knieper - Der Himmel über Berlin

A estrada, a cidade, o deserto, a linguagem, o tempo, a identidade, a confusão, a culpa, o amor. Wim Wenders fez alguns dos meus filme preferidos. Fui até ao Nimas rever Wings of Desire.

Escolhas de Natália Costa

The National - The Rains of Castamere

Não sei quando é que chega a nova temporada da série Game of Thrones. Adorei os livros! A série – não sendo tão boa quanto a versão literária – é uma das mais excitantes da televisão e mantém os espectadores cativos. A Rains of Castamere é uma das músicas mais mencionadas nos livros, com letra incluída. A versão dos The National é simplesmente perfeita e traz-me à cabeça as cenas finais do último episódio da série até à data, que foi simplesmente apoteótico: “Hear me roar!”

The Thin Red Line - Melanesian Choirs

Este é provavelmente o melhor filme que alguma vez vi. Não me canso de escutar estas vozes maravilhosas que nos transportam para outro universo, tal como o filme de Mallick nos transportava para outro mundo. A imagem do Soldado Witt a deambular entre o inferno e o paraíso, numa das mais belas composições de cinema, vai-me acompanhar sempre. Estas vozes etéreas e melodiosas enchem-nos de vida e são uma escolha perfeita para ultrapassar o Inverno e enfrentar mais um dia de trabalho. “I’ve seen another world. Sometimes I think it was just my imagination.

Bryan Adams - Can't Stop This Thing We've Started

A dois dias do concerto de Bryan Adams em Oslo dei por mim a ouvir este clássico dos anos 80. Faz parte do álbum Waking Up the Neighbours, que o meu pai tinha na grande novidade musical da época que era o CD. Algumas das faixas ainda estão entre as minhas favoritas e esta é uma delas.

Bryan Adams - There Will Never Be Another Tonight

Não: no concerto de Oslo, Bryan não tocou esta ao longo das quase 3h em que o espectáculo decorreu. Mas foi esta que eu ouvi incessantemente durante todo o dia e que tenho vindo a ouvir ao longo da semana. As letras e os acordes de Bryan Adams são muito fáceis de memorizar e, esta música, é cheia de energia e tem todo aquela vibe de juventude, como quase todas as músicas do artista. Ontem passeámos por diversas décadas ao som da música e é esta a magia desta arte: parece que nos percorre o corpo e nos transporta para outros mundos! E nos faz, simultaneamente, estar o mais presentes possível no único sítio e momento que importam: aqui e agora! Engraçada esta dicotomia que a música tem e a torna tão viciante!

Dean Martin - Ain't That a Kick in the Head

Adoro este clássico! É uma daquelas músicas que me enche de energia de imediato! E que melhor música para uma sexta-feira do que acordar ao som da voz de Dean Martin e destes acordes que nos relembram que a vida é muito mais bela quando a vivemos com romance! Não, não me refiro ao romance amoroso, frequentemente associado aos casais, refiro-me àquela característica de escolher olhar o mundo com alegria e paixão em cada uma das suas formas e circunstâncias. Um romance com a vida, connosco próprios até! E há músicas que potenciam isso: esta é, sem dúvida, uma delas!


sobre o autor

Arte-Factos

A Arte-Factos é uma revista online fundada em Abril de 2010 por um grupo de jovens interessados em cultura.

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