MÚSICAS DA SEMANA

#211

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You Can't Win, Charlie Brown

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© Vera Marmelo

Escolhas de You Can't Win, Charlie Brown

Tape Junk - The left side of bed (David Santos)

Tape Junk são uma banda de amigos nossos, que têm como vocalista principal o João Correia, talvez dos melhores, senão o melhor baterista da nossa geração de músicos. Há dias voltei a ouvir este disco e o facto de ter ouvido perto de 20 vezes seguidas esta música, justifica esta escolha.

Julian Casablancas - 4 Chords of the Apocalypse (João Gil)

Escolhi esta música porque considero o Julian Casablancas um dos cantores que representa melhor uma geração, lado a lado com um Jeff Buckley ou um Kurt Cobain, esta música é uma rocalhada com o toque de blues, mostra bom sentido de humor e isso por si só já é razão suficiente para ser a minha escolha para hoje!

Sweet Nico - Fade into you (Luís Costa)

Os Sweet Nico são uma banda portuguesa bastante recente mas que já tem um óptimo álbum de estreia – “R Evival” – recheado de grandes canções de dream-pop. Este tema que escolhi é uma versão de uma das suas bandas de referência, os Mazzy Star, e que será incluído na edição física do disco que está prometida para breve.

Robert Palmer - Johnny and Mary (Salvador Menezes)

Ando a ouvir em modo repeat o disco “Clues” de 1980 do Robert Palmer e esta música para mim é das melhores canções que já ouvi. A entrada da voz calma e ao mesmo tempo frágil (um registo nada habitual nos outros singles mais conhecidos como o “Bad Case of Loving You (Doctor, Doctor)” ou “Addicted to Love”). Uma música que dá serenidade enquanto nos faz abanar a anca. Receitado para qualquer disposição.

Breastfist - A Lickin (Tomás Sousa)

Conheci esta banda há muito pouco tempo, é incrível e acho que o mundo inteiro devia conhecê-la.

Escolhas de Rita Neves

©Nina Corcoran

Marissa Nadler - Horsefly

Tudo o que o “Strangers” devia ter sido. Este EP está cheio de músicas simples mas extremamente belas.

Solange - Cranes in the Sky

O “Cranes in the Sky” é também simplicidade em si, com uma letra de arrepiar.

House of Wolves - I'm Here, You're There

“I’m Here, You’re There” é um dos singles do novo álbum de House of Wolves. Sempre belíssimo, sempre recomendável.

Pedro Augusto (Ghuna X) - Hysteresis

Peças incríveis que se descobrem pelo Soundcloud, por acaso. Ambient com o toque característico do Pedro Augusto.

Eluvium - Posturing Through Metaphysical Collapse

Ao que o fim do Mundo soaria se tivesse banda sonora.

Escolhas de Andreia Vieira da Silva

Yann Tiersen – Porz Goret

Das melhores e mais bonitas faixas de Yann Tiersen e provavelmente a melhor do novo álbum, EUSA.

Depeche Mode – Dangerous

O NOS Alive já lançou um primeiro nome cá para fora e são os Depeche Mode. É uma confirmação interessante, especialmente para mim que nunca os consegui ver e talvez seja desta. Apesar de o público do Alive ser uma pedra no sapato, pode ser que se consiga ter condições para assistir a um fabuloso regresso destes dinossauros. Esta vem no Violator, de 1990, e é para mim a melhor música da banda.

Depeche Mode – Welcome to My World

Este, por seu turno, é dos temas mais recentes e parece-me que até tem um toque industrial e um cheirinho a electrónica de “Lotus Flower” de Radiohead.

Kamelot – Soul Society

Um tema mais antigo, ainda com Roy Khan na voz, mas que será com certeza tocado no próximo concerto em Lisboa.

Kamelot – Descent of the Archangel

Uma menos conhecida, do álbum Epica, de 2003.

Escolhas de Christopher Monteiro

Nails – You Will Never Be One of Us

O último trimestre do ano lembra que este está a acabar e que isso traz sempre a chatice de se fazer um rescaldo. Por um lado é chato pensar e listar, por outro lembra que saíram umas pastilhas como esta aqui.

Opeth – The Wilde Flowers

Ainda é época de ser fixe cascar nestes pobres após o lançamento de álbuns menos felizes. Mas mesmo com discos mais aborrecidos e alguma perda de identidade nos últimos anos, até se podia tornar fixe gostar de Opeth outra vez, com o “Sorceress”. Para mim até pode nem ser uma “Master’s Apprentices” ou uma “Face of Melinda”, mas não dei grande resistência a esta ode ao prog rock clássico.

Kings of Leon – Around the World

E por falar em já não ser fixe gostar de certas bandas! Também não sou esquisito com o que os Kings of Leon possam fazer, esperando que agora no “WALLS” se encostassem a um som básico e confortável. Umas vezes fazem-no. Outras vezes, como na “Around the World”, apetece-lhes pôr malta a dançar. A mim está vendido.

Cog – Swamps

Altura boa para redescobrir coisas que me ficaram na cabeça no tempo em que as descobri. Entretanto algumas saíram, infelizmente. Mas agora já ando a trabalhar para que não saiam mais, mesmo.

… - Love Will Tear Us Apart

Já não chegava o nome da banda ser daqueles engraçados – há malta neste black metal mais depressivo que gosta de brincar com isso para o mal-humorados que são. Tinham mesmo que espetar com uma cover tão bizarra como esta!


sobre o autor

Arte-Factos

A Arte-Factos é uma revista online fundada em Abril de 2010 por um grupo de jovens interessados em cultura.

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