MÚSICAS DA SEMANA

#204

com

The Rite Of Trio

Partilha com os teus amigos

Escolhas de The Rite Of Trio

Worldservice Project - Flick The Beanstalk (André)

Este álbum dos Worldservice Project saiu em Abril deste ano. Os Worldservice Project são um projecto londrino que há 5 anos inspirou a criação dos The Rite of Trio, aquando da sua passagem pelo festival 12 points que nesse ano aconteceu na Casa da Música. O quinteto toca uma espécie de punk jazz muito próprio, super intenso e entusiasmante. Estão já no terceiro álbum e vão agora numa tour pela China e pelo Japão.

Mr.Bungle - Retrovertigo (André)

Esta música é linda. Ouçam. Já.

Morton Feldman - For Philip Guston I (Pedro)

Regresso muitas vezes a esta obra desde que a conheci, em busca de uma serenidade sem falsas promessas de segurança. Acho-a um marco de arrojo não-óbvio. Ouvi-la na totalidade começa por ser um desafio, com as suas quase 5 horas de duração, mas até mesmo por isso torna-se uma experiência simbólica do macro intangível. Inspira-me, para a criação em The Rite of Trio, a não ter medo de esticar os impulsos e imagens que me surjam para lá dos limites pudicamente aceites.

Toru Takemitsu - How Slow The Wind (Pedro)

Um exemplo intenso de uma das minhas buscas pessoais por música que expanda os horizontes do real possível, ora com o aburdo mais desamparante ora com a fantasia mais embalante, sem nunca deixar de ser incondicionalmente cativante. Para mim, uma delícia intemporal, daquelas que não sei nem quero saber explicar.

Radiohead - Decks Dark (Filipe)

Não tendo gostado especialmente do último disco de Radiohead esta foi uma das músicas que, para mim, se destacou. Principalmente por haver uma relação sinestésica e onírica entre o chicotear do reverb de molas (presumivelmente executado por Johnny Green Wood) e o backbeat da tarola na secção final.

Dirty Projectors - Temecula Sunrise (Filipe)

Uma canção pop com pequenas pinceladas rítmicas contrastantes executadas por um baterista rock moderado, mestre na orquestração do seu instrumento. Pinceladas essas que acompanham um vocalista/guitarrista que é, ele mesmo, a compreensão da expressividade intrínseca. Fossem todas as canções assim.

Escolhas de Vera Brito

Elza Soares - A Mulher do Fim do Mundo

A participação na abertura dos Jogos Olímpicos, o destaque nos Best New Albuns da Pitchfork e de repente todos os olhos postos nos quase 80 anos da vida trágica e alucinante da brasileira Elza Soares. Racismo, feminismo, samba no pé, funk na batida, voz suja e uma vida cheia de histórias irreais para contar neste enorme álbum.

Criolo - Pegue pra Ela

Ainda no espírito do funk e samba é obrigatório passar pelo rapper brasileiro Criolo.

S U R V I V E - Omniverse

Também eu fui apanhada pela febre eighties e sintetizadores da série Stranger Things. Enquanto a banda sonora não chega há mais música para descobrir deste quarteto de Austin e esperar pacientemente pela segunda temporada que a Netflix já confirmou.

KAYTRANADA - BUS RIDE

Este 99.9% do produtor haitiano tem rodado no trabalho e nas viagens de carro até à exaustão. Não me canso da sua mescla de sonoridades e batidas electrónicas. É para já o álbum do meu verão.

Russian Circles - Lisboa

Álbum novo dos Russian Circles e Lisboa aparece-nos assim pintada de uma nostalgia e força que nem os muitos fados da capital conseguiram até hoje trazer-nos. Agora só é justo esperar que a digressão europeia dos Russian Circles passe novamente por cá.

Escolhas de João Neves

Phantogram - You Don’t Get Me High Anymore

Os domingos de praia têm tido como consequência o facto de chegar tarde a casa para participar nesta bela rubrica. Esta semana consegui fazer com que isso não acontecesse e dedico as minhas escolhas 100% a música nova e quentinha! Comecemos pelos Phantogram que estão prestes a lançar álbum novo e têm aqui o primeiro cheirinho dele.

Omar Rodriguez-López - Running Away

Saído também há poucos dias temos o álbum Corazones de Omar Rodriguez-López. O excelente guitarrista de imensos projectos como The Mars Volta, Antemasque, At The Drive-in ou Bosnian Rainbows lançou desta vez um álbum a solo, onde aparece também a cantar. Mais simples, de guitarras menos floreadas e mais acústicas, mas igualmente a merecer ser escutado.

Russian Circles - Lisboa

Cheguemos aos Russian Circles, criadores do álbum que está mais quentinho de todos! Continuam com todo o poder das enormes variações dinâmicas, cheias de momentos bem tranquilos e com saltos para agressividade meio metaleira. Resolveram também dedicar a última música à nossa capital, que parece estar na moda também para inspirar músicas.

Warpaint - New Song

Também as Warpaint têm nova música, curiosamente com esse exacto nome. O quarteto de miúdas promete álbum novo para este ano e mostra-o com um lado mais abanor de ancas.

Ólafur Arnalds - Particles ft. Nanna Byndís Hilmasdóttir

Este senhor podia bem ser classificado com uma média não abaixo de excelência em todos os trabalhos onde mete a mão (ou os dedos, mais habitualmente). Para além de uma música fantástica o vídeo não fica em nada a trás! Uma conjunção simplesmente brilhante! E se tiverem tempo vejam todos os vídeos da mais recente série que Ólafur fez. Valem a pena.

Escolhas de Ricardo Almeida

Roly Porter - 4101

E assim se dá início ao estágio pré-amplifest. Cada vez tenho mais interesse em concertos na onda do que fazem os Ben Frosts, os Tim Heckers e os Roly Porters desta vida. Não sei, parece-me que levar com riffs no focinho depois da tareia que foi Sumac já não bate.

Neurosis - Stones From the Sky

Esqueçam o que disse. Assim que ouvir aqueles primeiros acordes todo eu serei pele de galináceo.

Névoa - IV Closure

Provavelmente, a malha que ouvi mais vezes este ano.

Memoirs of a Secret Empire - Carried

Curioso para escutar o novo dos MOASE; esta “Carried” mostra que não são só mais uns a tocar post-qualquer coisa.

Kowloon Walled City - Backlit

Depois dos Neurosis, são a banda que mais quero ver daqui a menos de duas semanas.

Escolhas de Sandro Cantante

Opeth - The Devil’s Orchard

Confesso que era aquela pessoa chata que dizia que Opeth era capaz de ser o que menos me entusiasmava nesta edição do “Vagos”, que contava também com Anathema, que adoro, e Katatonia, que é a pancada do momento. Tudo mudou quando Mikael Akerfeldt e companhia deram um brutal concerto em Corroios. Valia a pena só por si.

Katatonia - Old Heart Falls

Podia fazer esta rubrica apenas com músicas que ouvi no VOA 2016, mas por falta de consistência crónica não o vou fazer. Adoro o The Fall of Hearts e esta Old Heart Falls soa tão bem ao vivo como em álbum.

Anathema - Fragile Dreams

Não gostei do concerto pela simples razão de o som dos microfones estar mais defeituosa do que a linha ofensiva do Sporting. Ainda assim, algumas daquelas músicas que mexem sempre comigo levaram-me a ansiar por um novo concerto rapidamente num outro ambiente.

Radiohead - Identikit

O quê? Continuo a ouvir o Moon Shaped Pool de um lado ao outro sem dó nem piedade? É verdade, suspeito que vai estar aqui o meu álbum favorito deste ano, mas vamos esperar mais um pouco.

Tool - Ticks and Leeches

Continuo à espera de um novo álbum e adoro o Lateralus.


sobre o autor

Arte-Factos

A Arte-Factos é uma revista online fundada em Abril de 2010 por um grupo de jovens interessados em cultura.

(Ver mais artigos)

Partilha com os teus amigos