MENUMENU

Death Grips

Year of the Snitch
2018 | Third Worlds, Harvest Records | Hip Hop experimental

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Não, os Death Grips não são uma banda fácil de recomendar, ou sequer de descrever, a qualquer um mais distraído que ainda não se tenha cruzado com a loucura desta malta doida — certamente, não convencerão ninguém com a infame capa do “No Love Deep Web.” Mas também pouca conquista fácil será alcançada com apenas uma mera audição deste “Year of the Snitch.”

Mas esse, contudo, é o melhor dos elogios que se pode fazer a este novo disco, que vem mostrar mais uma vez que não há limites para a criatividade e experimentalismo dos Death Grips. São sempre capazes de esticar a corda, de empurrar os limites, de nos convencer que não existe tal coisa como uma forma convencional de fazer canções. Não está aqui nenhuma colecção de temas que andaremos a cantar o resto do dia, porém são faixas viscerais e marcantes, como têm feito desde que se expandiram com a bizarra “Guillotine”, há uns anos atrás, tendo, desde então, alimentado uma audiência de culto.

São as ruidosas batidas industriais, os disparatares de MC Ride, letras que os fanáticos analisam, mais uma vez,  à lupa, os samples e influências que mal detectamos ou sabemos de onde vêm e os conceitos suficientemente ambíguos para causarem desconforto. O costume. O tão estranho e pouco ortodoxo costume. Com mais qualquer coisa.

Aceitariam de bom grado o rótulo de “banda mais estranha” e certamente se divertem com a confusão que causam nos ouvintes “de fora.” Aceitáveis como uma espécie de representação musical do humor internauta de hoje em dia e muito assíduos com a sua arte esquizofrénica, com “Year of the Snitch” editam mais uma obra a decifrar que os mantém tão inacessíveis quanto interessantes.

Músicas em destaque:

Death Grips Is Online, Black Paint, Disappointed

És capaz de gostar também de:

Aphex Twin, Cenas estranhas do 4chan


sobre o autor

Christopher Monteiro

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