MENUMENU

Crematory

Oblivion
2018 | Steamhammer | Metal gótico/industrial

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Para “Oblivion”, o décimo-quarto disco numa longa e frutuosa carreira, os Crematory recorreram a uma bizarra estratégia de marketing ao chamar preguiçosos aos seus fãs por não comprarem os discos, pressionando o seu desempenho e a entrega de um disco que valha a pena comprar.

Os alemães têm a sua própria sonoridade no que toca a misturar as lamechices do metal gótico com a agressividade do death metal, tudo banhado em sons electrónicos e industriais. A identidade está definida mas após muitos anos de carreira e muitos discos, entraram em piloto automático e essa pode ser uma das razões que leva a que os fãs não se sintam particularmente interessados em adquirir os novos trabalhos da banda. Mas “Oblivion” tem mais riffs fortes, mais refrães limpos e pegajosos e festas de sintetizadores que nos leva a imaginar um moshpit num espectáculo de eurodance. A sensibilidade pop nas baladas está lá – “Stay with Me” soa a algo que os a-ha fariam se tocassem metal – e a estranheza que os torna tão repelentes como lhes dá charme está intacto.

Nada de novo além da nova voz limpa de Tosse Basler, inferior à de Matthias Hechler, mas competente na entrega do refrão orelhudo. Dêem-se as preces à sua resiliência e persistência num género fora de moda e à consistência de “Oblivion” como um álbum cheio de canções memoráveis.

Músicas em destaque:

Salvation, Cemetery Stillness

És capaz de gostar também de:

Tiamat, Lacrimosa, Rammstein


sobre o autor

Christopher Monteiro

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