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Office Christmas Party
Título Português: Festa de Natal da Empresa | Ano: 2016 | Duração: 105m | Género: Comédia
País: EUA | Realizador: Josh Gordon, Will Speck | Elenco: Jason Bateman, T. J. Miller, Olivia Munn, Jennifer Aniston

É Natal, há uma empresa, há uma festa. Podia elaborar mais sobre a sinopse  de Festa de Natal da Empresa, mas seria completamente inconsequente, até porque ninguém vai ver este filme pela história – digo eu. Aquilo que vemos aqui é a junção de dois sub-géneros que ultimamente têm rendido muito a quem os produz, por um lado há a “festa que rapidamente foge ao controlo dos organizadores” e por outro há a “comédia alusiva a um feriado/efeméride”. À frente desta empresa está um irmão e uma irmã, ele completamente imerso no espírito natalício e ela que não podia querer saber menos da época e dos trabalhadores, tendo mesmo intenções de despedir grande parte – os condimentos perfeitos para uma história previsivelmente redentora, mas com bom fundo. A diferença entre esta comédia para maiores de 16 e Um Pai Natal do Pior é exactamente a intenção. Apesar da simplicidade e de ser produto de uma fórmula, nunca chega a ser gratuito, podendo apenas ser acusada de nem sequer se esforçar para trazer um elemento verdadeiramente original.

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Na verdade, para grande surpresa minha, o filme tem momentos com genuína piada e isso tem muito a ver com o elenco que dificilmente seria melhor dentro do género. É evidente que não tem a ver com as situações planeadas ou com o guião, aliás, dá-me ideia que o guião era apenas um esquema do género “precisamos de uma conversa deste tipo, para chegar a esta situação para depois poder chegar aqui” e a capacidade de improviso dos actores fez o resto, não se transformaram nem surpreenderam, mas foram eximiamente competentes. Isto não quer dizer que o filme é despretensiosamente hilariante, mas é despretensioso e isso é meio caminho andado para seguir viagem sem pensar muito na coisa – o objectivo, portanto. O que torna a rapidez deste projecto ainda mais notória é a inclusão de uma cena em que uma das personagens menciona a morte de David Bowie e Prince. Apontamentos de proximidade que, de resto, acompanham todo o filme, nem sempre com trivialidades actuais, mas também com personagens tipo que todos nós conhecemos, pelo menos quem já trabalhou em contexto empresarial.

Este já é o quinto filme em que Jennifer Aniston contracena com Jason Bateman, mas não se percebe a insistência nesta parelha que não demonstra química absolutamente nenhuma. Se não fosse suposto detestar Jennifer Aniston neste filme ela continuaria a ser absolutamente detestável.


sobre o autor

Jose Santiago

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