MENUMENU

Whales

Whales
2018 | Omnichord Records | Electrónica

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Que melhor forma podíamos nós Whales arranjar para dar início a um disco do que sons frenéticos de baleias.

#1 Ghost

A primeira música que surgiu nesta alteração da formação da banda. Deixou claro que ia haver uma mudança na forma de estruturar as músicas, bem como na inserção de novos elementos electrónicos. Deu-nos também uma ideia do rumo que queríamos dar a este primeiro álbum.

Quanto à música propriamente dita, apesar de a letra ser um pouco melancólica e sombria, a melodia transmite-nos um sentimento de esperança e de otimismo. Claro que depois cada um há-de sentir algo diferente. E ainda bem, que isso é que é música.

#2 Twerp

Adorámos compor esta música. Podemos confessar que não foi fácil arrancar de um primeiro riff de teclado, mas assim que encontrámos a primeira luz ao fundo do túnel foi relativamente fácil terminá-la. Começou tudo a bater certo, cada elemento quer de teclados, guitarras, samples, vozes, batidas, tudo começou a encaixar e a fazer sentido.

É uma música energética e ao mesmo tempo introspectiva. Consegue refletir essa dualidade.

#3 Christian Young Man

Foi a última música que compusemos, já em fase de término do disco. Foi feita em estúdio em conjunto com a malta linda da Casota Collective, que tiveram um papel importantíssimo para que conseguíssemos acabar a música em tempo útil de entrar no disco. Foi uma fase atribulada, com tudo a acontecer ao mesmo tempo e basicamente cada um de nós ia à vez ao estúdio dar o seu contributo e colocando elementos, estruturando e compondo assim a música até ao final.

Lembramo-nos perfeitamente que tínhamos a música até àquele solo final e todos, imediatamente, concordámos que aquele final teria que ter um solo de baixo com um monte de harmonias e fuzz’s “A la Kanye West”. E assim começou a competição para ver quem fazia o melhor solo. Parece que o Rui Gaspar e o Telmo Soares ficaram com o prémio eheh

#4 Beyoncé, I love you

A nossa balada! Podemos admitir que na fase em que a começamos a compor, a sonoridade que procurávamos para a música era completamente outra. Queríamos algo energético, algo que nos fizesse mexer, mas há alturas em que parece que não somos nós que decidimos e a música acabou por levar o caminho que ela própria quis e dado o resultado não podíamos ter ficado mais contentes. É uma música sentida e sensual, algo que definiu um pouco o que seria o resto do álbum, deixámos de forçar o que quer que fosse e simplesmente deixámos as músicas levar o caminho que elas mesmo pediam.

#5 How long

Apesar de a fase de composição desta música ter sido realizada com a formação antiga da banda, foi uma música difícil de obter devido ao facto de nessa altura estarmos a dar início à exploração dos elementos electrónicos! De forma geral ficámos satisfeitos com o trabalho final. Decidimos colocar esta música a meio do disco, de modo a definir um ponto de transição entre as músicas mais sensuais e electrónicas e as mais cruas e diretas. De certa forma marca a diferença entre a formação anterior e a atual.

#6 Did you know that a blue whale’s tongue can weigh as much as an elephant?

Esta música começou por ser uma jam em concerto, em que tínhamos uma base grave no microkorg e cada um ia improvisando, colocando elementos como achasse mais adequado ao ambiente e público presente. Entretanto tentámos estruturar um pouco essa jam e adicionar alguns elementos electrónicos, percussões e ambientes.

De certeza que a malta vai achar o nome peculiar. Sempre quisemos ter uma música em que o nome fosse uma curiosidade acerca de baleias. Achámos que esta seria a faixa perfeita para isso.

#7 Low

Esta música, também criada na antiga formação, foi algo complicada de se inserir no disco, a sonoridade era um pouco díspar do resto das músicas. Após nova roupagem, mudando o tom e ligeiramente o “feeling” da voz conseguimos o que queríamos, a coesão do disco e no fim achamos que conseguimos com que a música ficasse melhor.

#8 Narwhal I

O Vasco basicamente chegou à sala de ensaio com um riff catchy e mal o ouvimos sentimos que havia ali algo com muito potencial. Chegou-nos às mãos um teclado minúsculo, que mais parece um brinquedo, chamado pocket piano e basicamente ficou feita. Tudo muito rápido e directo tal como a música se apresenta.

#9 Narwhal II

Rebeldia e o despir de preconceitos. Felicidade e brincadeira em forma de música.

#10 ¡

Nada melhor que um reverse do intro para acabar um álbum. Experimentou-se, ouviu-se e o resultado ficou.


sobre o autor

Arte-Factos

A Arte-Factos é uma revista online fundada em Abril de 2010 por um grupo de jovens interessados em cultura. (Ver mais artigos)

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