The Sunflowers

The Intergalactic Guide to Find the Red Cowboy
2016 | O Cão da Garagem | Rock

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Editado em Setembro do ano passado, “The Intergalactic Guide to Find the Red Cowboy” vai de novo ganhar vida ao vivo no início deste ano, com uma série de concertos já agendados. Fiquem a conhecer um pouco melhor cada música que o compõe, pelas palavras da banda.

#1 Intro/Cool Kid Blues

Já nos disseram várias vezes que fazemos demasiado barulho para uma banda de 2 pessoas e então na intro do álbum decidimos gozar com isso. A primeira faixa a sério, a Cool Kid Blues, fala dos miúdos fixes da escola que fumam atrás do pavilhão de educação física e ouvem música alternativa. Ok, nós sabemos que esses não são os putos fixes mas todos nos lembramos da sensação de estar a ouvir o Transformer do Lou Reed na escola e olhar para o resto dos plebeus nas suas vidas académicas insignificantes.

#2 The Witch

A única música que resgatamos do EP porque gostámos imenso dela e divertimo-nos sempre muito a tocá-la. Mudamos a instrumentação e acrescentámos um final com jarda e distorção à moda dos Black Sabbath… só porque sim.

#3 Mountain

Esta música foi das primeiras que fizemos e só tinha 1 acorde. Depois de a deixarmos em águas de bacalhau, pegámos nela e acrescentámos mais acordes, fuzz e letra e agora é uma das nossas músicas favoritas. Se tivermos um arrependimento neste álbum, é o de não termos pegado nesta malha e a ter transformado numa grande malha. Mas podem sempre ouvir a versão melhorada ao vivo.

#4 Charlie Don’t Surf

A par da “Mama Kim”, esta deve ser a nossa música mais famosa. É divertida, juvenil e pronta para o singalong no concerto.

#5 Post Breakup Stoner

Bubblegum para corações partidos. É triste veres o teu amor deixar-te sozinho, abandonado. E qual é a solução? Bem, o melhor é mesmo ouvir a música. Gostámos muito do rock dos 50’s, das músicas sobre corações partidos que fazem o pessoal dançar. Então decidimos fazer uma assim. Nem tudo tem que ser triste.

#6 I Wanna Die/Zombie

A intro da Zombie foi gravada numa sala minúscula com um microfone, uma guitarra acústica e nós os dois a cantar. Tudo ao primeiro take. Maravilha. A Zombie supostamente era para ser o B-side da Charlie Don’t Surf quando a lançámos no Verão. Mas ficou demasiado boa. Foi a nossa primeira música feita em estúdio – tínhamos a ideia base e moldamos o resto ao sabor do vento. E ainda bem, porque ambos já concordámos que é a nossa melhor música e aquela pela qual queremos ser lembrados. Isto, até aparecer a próxima melhor música.

A percussão de fundo foi gravada com uns microfones direccionados para a sala onde nós os dois e o Cláudio Tavares (dos Estúdios Sá da Bandeira) andávamos de um lado para o outro a mexer em pandeiretas, paus de chuva e outros instrumentos do género. As guitarras barulhentas foram feitas pelo Carlos e pelo João Brandão (o produtor do álbum) que se divertiram durante um bocado a bater numa pobre guitarra.

#7 Talk Shit/People Suck

Nós não escrevemos só música sobre estupefacientes. Temos é o azar de que as nossas  melhores músicas falem desse assunto. Isto são duas músicas juntas numa (mais barato na masterização fyi) e a Talk Shit fala sobre a pier pressure no que toca a estupefacientes deixando no ar uma sensação de paranóia que a People Suck vai buscar. Fun fact: o Carlos tocou mal o dedilhado no fim da People Suck mas até ficou melhor do que a versão original: é a magia da gravação.

#8 Forgive Me, Father, For I Have Sinned

Working title: Fuck You. Achamos que esta música é a que invoca mais o espírito punk que gostámos tanto. É uma música sobre descargas de adrenalina, assassinatos e ter o poder de pegar em tudo e todos e mandá-los para o c&#[email protected]

#9 Hasta La Pizza/Rest In Pepperoni

Quem não adora pizza? Muita gente, eu sei – mas não nós! Mais uma vez, juntámos duas músicas. A Hasta La Pizza é daquelas músicas que nos divertimos mesmo a tocar, tem uma letra parva sobre aliens e pizza, como gostamos. A Rest In Pepperoni foi escrita com base numa história que envolve uma pizzaria a fazer entregas às 3h da manhã e a esquecerem-se de uma das nossas pizzas de pepperoni. RIP in peace, pizza. Esta música conta com a participação do nosso amigo Frederico Ferreira (dos 800 Gondomar, não dos Orelha Negra) a mostrar os seus dotes na harmónica.

#10 The Intergalactic Guide to Find the Red Cowboy

Esta música é mais antiga que os próprios Sunflowers. Isto é da altura em que tínhamos um nome diferente e éramos 3. Como é uma música complexa, cheia de arranjos, nunca mais pegámos nela. Até agora: é a música que dá nome ao álbum. Disclamer: muito raramente a vamos tocar ao vivo. É uma música que fizemos a pensar na versão de estúdio, não na versão ao vivo. Foi a música que mais trabalhamos no álbum: a composição, os instrumentos, os pormenores, etc. Incluí bongos, montes de pedais de efeitos e uma intro gravada com o nosso baixo que traz drum machine.

Fun fact #1: o fim abrupto deve-se à fita onde gravámos ter acabado e como toda a gente sabe, não há do-overs em fita.

Fun fact #2: no solo usámos um excerto da “In the Hall of the Mountain King”. Enquanto eu o tocava, a Carolina mexia nos pedais – é por isso que o solo tem um som tão esquizofrénico.

Fun fact #3: tocámos esta música do início ao fim no máximo umas 2 vezes antes da irmos gravar. Não é tão baldas como parece: na verdade já a tínhamos bem definida na nossa cabeça e esta é uma daquelas músicas que se cria à medida que acrescentamos instrumentos.

Conheçam as datas já anunciadas na digressão de apresentação de “The Intergalactic Guide to Find the Red Cowboy“:

20 Jan – CAEP, Portalegre
18 Fev – Aniversário Pointlist, Damas, Lisboa
24 Fev – TBC, Bragança
25 Fev – Porta 11, Monção
3 Mar – Sé La Vie, Braga
4 Mar – Vale de Pandora, Vale de Cambra
10 Mar – Zona Livre, Vila Real
11 Mar – Ceira Rock Fest, Coimbra
8 Abr – Bafo de Baco, Loulé


sobre o autor

Arte-Factos

A Arte-Factos é uma revista online fundada em Abril de 2010 por um grupo de jovens interessados em cultura.

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