The Lazy Faithful

Bringer of a Good Time
2017 | Pontiaq | Rock

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Bringer of a good time” sucede a “Easy Target” e é o mais recente trabalho dos portuenses The Lazy Faithful. Editado no passado dia 31 de Março, com selo da Pontiaq, a banda explica aqui faixa a faixa o disco que irá apresentar a 22 de Abril, no Musicbox, em Lisboa.

#1 Minefield

Na realidade são duas músicas: Minefield e Summer Sky of Sun, Winter Sky of Rain. O objetivo foi incorporar sonoridades do médio oriente. É uma música violenta mas melódica, a letra da Minefield fala sobre uma breve relação perigosa com uma rapariga. Fiquemos por aí…

#2 Nukin’ in the Cookin’

Esta música quase que nem ia para o disco e acabou por ser o primeiro single. Não há muito a dizer, o título sugestivo (uma expressão Dutch mas com a escrita adulterada) e a letra ambígua (Can’t you see what’s gonna happen? / Baby don’t you know / When it’s time to wake up and you’re / On your own) pedem o riff frenético e a curta duração da música.

#3 Bringer of a Good Time

Provavelmente a primeira música do disco que irá apanhar desprevenidos os fãs de Lazy Faithful. É uma música progressiva mas sem excessos, com pelo menos três partes distintas e mudanças de ritmo. Fala sobre a existência oca de alguém que se quer aproximar à pessoa que venera mas não consegue ser mais do que uma mera distração para ela. Há alguma amargura também.

#4 Queen Anne

A música mais emblemática do novo som dos Lazy Faithful. Já faz parte do repertório ao vivo pelo menos desde 2015. O riff inicial pesado é quebrado pelas secções cantadas antes de voltar a subir para o refrão. A letra é sobre aquela sensação quando a noite já se prolongou demasiado. O título é o nome de uma marca de Scotch Whisky consumida por nós durante as gravações para o Easy Target.

#5 Never Got To Know

A única balada no repertório da banda até agora. No entanto, foi escrita com Velvet Underground na cabeça. Fala de tudo aquilo que se quis dizer mas que não chegou ao destino pretendido… porque nunca foi dito – um dos traços da condição humana.

#6 Seal My Fate

A segunda música mais comprida do disco tem como influência principal The Who. É uma das nossas preferidas ao vivo. A mistura do Rafa faz parecer que ouvimos a banda do topo de uma montanha. O final longo e em fade out lento permite quase entrar num estado zen. Começa por falar no desespero de ter perdido alguém mas depois chegamos à inevitável aceitação da realidade (I thank you my friend/ But this is the end).

#7 Baby Don’t You Know

É mais um caso como a Queen Anne. O início e o refrão são pesados e frenéticos, o restante respira para dar espaço para a voz. Fala sobre a fuga e o desejo de algo ou alguém diferente, novo. Foi escrita num guardanapo de um restaurante McDonald’s (isto não é uma história apócrifa).

#8 There Was a Light

O segundo single deste disco tem uma das letras mais ambiciosas de todo o nosso trabalho. É uma música pop/psych um pouco fora do baralho mas soa-nos a Lazy Faithful na mesma. Em mutação. Tem um pouco de tudo, até uma passagem instrumental de guitarra a solo. A letra é vaga mas fala sobre uma pessoa do futuro que tenta comunicar consigo mesmo no passado para o convencer a mudar as suas maneiras.

#9 Beginning to End

É a música mais ambiciosa dos Lazy Faithful, ponto final. Nós sabemos, é comprida, talvez demasiado. Mas gostamos, e achamos que funciona. Mais uma vez a influência principal é The Who, Tommy mais especificamente. Está dividida em várias partes e o objetivo era que cada uma correspondesse a diferentes alturas de uma vida, positiva, negativa, neutra. É tudo sobre dúvida, certeza e apatia intercalada. Faz lembrar a carreira de uma banda de rock do Porto…


sobre o autor

Arte-Factos

A Arte-Factos é uma revista online fundada em Abril de 2010 por um grupo de jovens interessados em cultura.

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