MENUMENU

Entrevista


Fu Manchu

Tudo começa com um riff.


Os Fu Manchu são por esta altura uma banda ocupada. Editaram recentemente o seu novo disco “Clone of the Universe“, o décimo-segundo na sua já longa carreira, e preparam-se para dar início a mais uma digressão europeia, que infelizmente não conhece passagem pelo nosso país. Foi no meio destes afazeres que trocamos umas ideias com Scott Hill, guitarrista e vocalista que mais do que o dom da palavra, possui o dom do riff.

Olá, primeiro que tudo obrigado por responderes às nossas perguntas e parabéns por mais um excelente disco! Estão entusiasmados com este novo lançamento?
Estamos todos muito contentes com a forma como este disco ficou. É um dos nossos favoritos com toda a certeza!

Podem falar-nos um pouco sobre este disco? Para começar “Clone of the Universe” parece estar dividido em dois lados, foi uma decisão consciente da vossa parte?
Foi, queríamos tentar algo diferente neste disco. O primeiro lado é composto por temas com um rock bastante directo, carregado de fuzz, com partes um pouco mais pesadas e lentas. O segundo lado contém uma única música, que com a sua duração de 18 minutos nos faz viajar por vários locais através dos diferentes riffs, tempos e batidas que usamos.

Tudo isto é complementado pelo artwork que liricamente encaixa na perfeição, uma vez que existe imensa exploração pessoal e espacial.

Ainda sobre este segundo lado, como é que foi contar com a participação especial de Alex Lifeson (dos RUSH) na “Il Mostro Atomico”?
Quem melhor que o Alex para adicionar espectaculares partes de guitarra a uma música de 18 minutos?!

Embora sejas o único elemento que resta da formação inicial da banda, os Fu Manchu contam já com uma formação bastante sólida, estando juntos há mais de 15 anos. Como é que tem sido o vosso método de trabalho ao compor e gravar novos discos?
É verdade, esta é uma formação bastante sólida! Tudo começa com um riff, sob o qual vamos adicionando outras partes e depois acrescentamos a letra.

Voltam a editar através da vossa própria editora, a At the Dojo Records. O facto de poderem controlar todo este processo e não estarem dependentes de ninguém é um factor importante nesta decisão?
Sim, queremos ser responsáveis pelo nosso próprio sucesso ou falhanço.

O lançamento deste disco foi celebrado no início deste mês com dois concertos no sul da Califórnia. Foi especial tocar estas novas canções tão perto de casa?
Todos os nossos amigos e família puderam ir, por isso sim. É sempre divertido tocar em casa e sendo duas datas em que estivemos a apresentar o novo álbum, tornou tudo ainda melhor.

Em Março começam uma nova digressão europeia. Como é que se sentem por voltar à estrada e por regressarem à Europa?
Estamos a preparar-nos para partir daqui a cerca de uma semana. Todos os locais onde podemos tocar ao vivo nos proporcionam um tempo bem passado, pelo menos para nós… (risos)

Infelizmente Portugal não está contemplado nestas próximas datas. Há algum plano para voltar ao nosso país?
Vamos tentar ir a Portugal muito em breve!


sobre o autor

Hugo Rodrigues

Multi-tasker no Arte-Factos. Ex-Director de Informação no Offbeatz e Ex-Spammer na Nervos. Disse coisas e passou música no programa Contrabando da Rádio Zero. (Ver mais artigos)

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