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Interpol

Interpol
2010 | Matador Records | Rock

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É com a vontade de reavivar a memórias aos fãs jubilaram ao ouvir o seu primogénito, Turn On the Bright Lights, que os Interpol lançam agora o seu mais recente trabalho: Interpol.

E porque será que as bandas decidem dar o nome da banda ao próprio álbum? Será o álbum que mais se aproxima da identidade da banda ou será apenas falta de imaginação? No caso dos Interpol, o nome homónimo do álbum é possivelmente uma tentativa de voltar às origens, de readquirir o que os Interpol foram perdendo circunstancialmente em Antics e Our Love to Admire, de Paul Banks gritar “Estes é que são os Interpol!”. Em Interpol existe essa preocupação quase óbvia em voltar às sonoridades de outrora. Um regresso ao passado que nunca deixou de ser presente.Já sem Carlos Dengler, o baixista, que deixou de trabalhar com a banda depois de concluído o álbum agora lançado por alegadamente não gostar de tocar baixo, os Interpol apresentam um disco consistente, bem estruturado e sombrio como só eles o conseguem.

É de contrastes de luzes e sombras, de brancos e pretos, de pombas e corvos, que vivem os Interpol; são esses contrastes que os tornam especiais. É mais uma injecção de melancolias sonoras, de narrativas tristes, de amores agri-doces cantados pela voz condizente de Paul Banks. E numa altura em que a música é veículo de sentimentos falsos e emoções contrafeitas, há que louvar tudo o que é genuíno. E a verdade é que tudo neste álbum soa a genuíno. A guitarra de Daniel Kessler continua a ser um bom motor do dramatismo e eleva-se quase a um nível atmosférico. O som ficou mais denso e nublado.

Uma banda-sonora pós-dramática, depressiva, bela e arrepiante. Onde a beleza está escondida por trás de metáforas.

Por outro lado, este, pode parecer um álbum muito homogéneo, quase aborrecido. Não é à primeira audição que se bate o pé, não é à segunda que se identifica imediatamente qual é a música, até os refrões estão camuflados ou não existem mesmo. Mas este é só mais uma prova do corte de relações com qualquer estereótipo à volta da música moderna.

No fundo, são mesmo estes os Interpol.


sobre o autor

Arte-Factos

A Arte-Factos é uma revista online fundada em Abril de 2010 por um grupo de jovens interessados em cultura. (Ver mais artigos)

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