MENUMENU

Dollar Llama

Grand Union
2015 | Raging Planet | Rock, Metal, Sludge

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Os Dollar Llama são uma banda lisboeta que desde 2002, altura da sua formação, se tem vindo a afirmar no que de melhor se faz por cá, dentro da vertente sludge/stoner. Com Tiago Simões na voz, José Dinis no baixo, Hugo Vieira e Chikko Marques nas guitarras e Pedro Cardoso na bateria, Grand Union é um álbum consistente e que marca o fim de uma pausa que durou entre 2009 e 2014, assumindo uma evolução nestes 13 anos de banda.

Grand Union, editado no ano passado, é um álbum que demonstra o excelente patamar que a banda atingiu, e em “Howl“, a faixa de abertura, inicia a jornada com um um sludge a matar, que lembra uns Corrosion of Conformity na fase Blind. A voz arrastada e decidida, juntamente com riffs a rasgar dão lugar para o perfeito momento de headbang, passando depois para “Massive Aggressive“, uma faixa mais “calma”, dentro do possível.

Jaws” chega-nos com um riff que espera pelo momento certo para rebentar, como se estivéssemos a aquecer o motor. O refrão é orelhudo e vamos por ali fora a acelerar, sem pisar o travão. Por alguma razão, esta faixa foi escolhida, e bem, para primeiro single.

“Bloodthunder” é das músicas mais bem conseguidas de todo o registo. Tem um ritmo pesado e gingão, com uma breakdown deliciosa e um inebriado solo de guitarra para complementar a coisa. Segue-se “Grand Union“, a faixa que empresta nome ao álbum e que começa com uma batalha entre bateria e guitarra, impossível de não fazer bater o pé. O ritmo pulsante mantém-se em “All Seeing Eyes“, talvez a faixa mais rápida de todo o álbum. O stoner prossegue com as fulgurosas “Days of the Highwatt” e “Almighty Red” – esta última, mote de inspiração para uma cerveja personalizada da banda, bastante boa, por sinal – e “Alpha Blood“. No término do álbum está “Noisecreep“, uma balada que teve a colaboração de um dos elementos dos The Quartet of Woah, o vocalista/teclista Rui Guerra e que nos traz um sabor de anos 90.

Um dos álbuns rock de 2015, feito por portugueses, a ter em conta, não só pela excelente produção, mas também pelo fantástico artwork que podemos encontrar no disco, a cargo do MAGA Atelier.


sobre o autor

Andreia Vieira da Silva

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